Consumo

Pesquisa mostra distância entre marcas e público 40+

Dados da MindMiners apontam incômodo com estereótipos e falta de diálogo com consumidores maduros

i 9 de julho de 2026 - 7h05

Dados apontam distância entre a comunicação das marcas e as demandas de consumidores maduros (Créditos: Visual Generation/Shutterstock)

Dados apontam distância entre a comunicação das marcas e as demandas de consumidores maduros (Créditos: Visual Generation/Shutterstock)

Segundo o estudo “40+: Poder, Consumo e Novos Significados”, da MindMiners, realizado com 1,2 mil pessoas de diferentes regiões do Brasil, três em cada dez entrevistados já deixaram de consumir uma marca pela forma como ela retrata pessoas maduras.

Além disso, oito em cada dez dizem se incomodar com a comunicação das empresas voltada ao público acima dos 40 anos.

O levantamento também mostra que apenas 27% se sentem representados pelas marcas, enquanto 51% avaliam que pessoas da sua idade aparecem pouco na publicidade.

Maturidade sem estereótipos

A pesquisa indica que a insatisfação não está relacionada apenas à presença ou ausência de pessoas maduras nas campanhas, mas também à forma como elas são retratadas.

Entre os principais incômodos estão o excesso de estereótipos, citado por 32% dos entrevistados, produtos e serviços que não atendem às necessidades desse público, apontados por 31%, além de linguagem anti-idade, mencionada por 28%.

Também aparecem o tom infantilizado, citado por 26%, e a falta de representatividade real, também com 26%.

Marcas distantes

Questionados sobre qual empresa relacionam a um estilo de vida longevo e saudável, 41% dos brasileiros não conseguiram citar nenhuma.

Ao mesmo tempo, as tendências de consumo identificadas pela pesquisa mostram que esse público valoriza funcionalidade, simplicidade, autonomia e soluções que facilitem a rotina, em vez de produtos voltados apenas para aparência ou status.

Entre os consumidores, serviços financeiros e bancários e seguros, saúde e medicamentos aparecem no topo das categorias em que os entrevistados mais sentem que as marcas não falam com eles, ambas com 22%.

Na sequência, estão alimentos e bebidas e itens de casa e decoração, com 18%. Também foram mencionados moda e vestuário e eletrônicos, ambos com 14%, além de eletrodomésticos e produtos de limpeza, com 13%, e cuidados pessoais e higiene, com 11%.