Metade dos gamers brasileiros se considera fiel às marcas
Estudo da Gamers Club mostra que 28,5% dos jogadores permanecem fiéis apenas se a marca continuar evoluindo

Para 39,4% dos jogadores brasileiros, o seu lado gamer se manifesta no seu setup físico (quarto/escritório) (Crédito: Drobot Dean/Adobestock)
O público gamer é bastante fiel às marcas, mas não perdoa aquelas que são estagnadas ou oportunistas. É o que revela a pesquisa “Muito além do jogo: como a comunidade gamer constrói identidade e consome marcas em 2026”, realizada pela Gamers Club e publicada com exclusividade por Meio & Mensagem.
Enquanto 51,7% dos jogadores se consideram muito fiéis e dificilmente trocam de marca, 28,5% permanecem fiéis apenas se a marca continuar evoluindo, e 64,1% concordam que ela precisa evoluir junto com a comunidade gamer.
A queda na qualidade é o principal motivo de abandono de uma marca pelos gamers brasileiros, com 41% das respostas, seguida por aumento de preço desproporcional, com 21,8%, e falta de inovação, com 10,5%, de acordo com o levantamento.
Pilar identitário
O estudo também indica que quando 72% das pessoas afirmam que ser gamer é parte importante de quem elas são, qualquer comunicação que trate o jogo apenas como passatempo erra o tom. Para 65,5% dos gamers, a relação com o jogo é movida por paixão e não por ocupação de tempo livre.
E o lado gamer desse público transcende o momento do jogo. Para 39,4%, o seu lado gamer se manifesta no seu setup físico (quarto/escritório) e, para 14,8%, nas escolhas de tecnologia.
Além disso, para 65,2% dos respondentes, as marcas que escolhem os ajudam ativamente a expressar sua identidade. Sendo que design, comunicação e postura são avaliados como reflexo do próprio consumidor, pesando mais do que a qualidade técnica do produto.
Conexão emocional
O estudo indica, ainda, que, apesar de 72,1% dos gamers afirmarem que sua atenção é conquistada pela qualidade e pelo desempenho, a realidade no momento da compra é diferente, uma vez que 50,3% dos gamers já deixaram de adquirir um produto de melhor qualidade por se identificarem mais com outra marca. Isso demonstra que a conexão emocional e a narrativa da marca se tornaram fatores de decisão tão ou mais importantes do que a ficha técnica.
Além disso, a presença cultural é o novo topo do funil, ao ressaltar que 72,7% dos gamers já gostavam de uma marca por causa de sua comunicação antes da primeira compra. A pesquisa também aponta que, quando a marca “fala a mesma língua” desse consumidor, 32,8% deles passam a se interessar por seus produtos, e 27,4% passam a acompanhá-la nas redes sociais.
“Marcas que investem na construção de relacionamentos de longo prazo com gamers recebem, em troca, clientes leais. Não à toa, grandes franquias de games, como GTA, Counter-Strike e The Legend of Zelda, possuem defensores fiéis, que amplificam mensagens para a comunidade”, afirma Guilherme Barbosa, vice-presidente de parcerias da Gamers Club.
Por fim, o estudo revela que 81% dos gamers aceitam IA para recomendar produtos com base nos seus hábitos e que hiper-customização é o próximo campo de batalha competitivo para marcas nesse universo gamer.
Para chegar nesses resultados, a pesquisa ouviu 2.129 respondentes da base da Gamers Club nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
