Nubank compra Porto Real e garante “bank” no nome
Negociação ainda será submetida à aprovação do Banco Central; instituição complementa as licenças de atuação do banco no País

(Crédito: Shutterstock)
O Nubank anunciou nesta terça-feira, 21, um acordo para a aquisição do Banco Porto Real, fundado no Rio de Janeiro em 1992. A partir dessa negociação, o Nubank terá licença bancária para utilizar as nomenclaturas “banco” ou “bank” em sua comunicação oficial, de acordo com as regras da Resolução Conjunta editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Em novembro do ano passado, a resolução de BC e CMN vedaram “às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”.
Até então, o Nubank tem licenças do BC para operar como instituição de pagamento e sociedades de crédito, financiamento e investimento. Dessa forma, portanto, ainda não poderia utilizar o termo “bank” em sua comunicação.
Agora, a partir da negociação do Banco Porto Real de Investimento, que ainda terá de ser submetida à aprovação do Banco Central, a empresa passa a cumprir os requisitos da resolução, com as licenças do Banco Porto Real somando às de Instituição de Pagamento (IP); Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira); e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).
No comunicado sobre a negociação, o Nubank informa que a negociação não altera em nada os serviços prestados aos seus clientes e que seus aplicativos, produtos, marca e nome da instituição permanecem os mesmos.
David Vélez, fundador e CEO global do Nubank, declarou, também via comunicado, que treze anos depois da fundação da companhia, o mercado brasileiro segue sendo como principal foco do Nubank, um local onde ainda acreditam que podem expandir significativamente a participação e continuar “impulsionando a transformação do setor”.
Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil – e que semana passada foi anunciada também como CEO da operação na América Latina – complementou que o DNA de inovação do banco segue intacto e que a empresa continua comprometida em aprofundar a relação com cada cliente.
