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Nubank minimiza impacto da resolução do BC sobre nomes

Banco Central proibe uso de termos por instituições que não tenham, de fato, correspondência com a respectiva autorização dada pelo BC; em sua comunicação e alguns serviços, a fintech já vem usando somente o nome Nu

i 28 de novembro de 2025 - 16h22

 

Nubank favelas

Em sua comunicação visual, Nubank já vem utilizando apenas o nome Nu (Crédito: Diego Thomazini/Shuttertock)

Na manhã desta sexta-feira, 28, o Banco Central do Brasil (BCB) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicaram resolução conjunta que regula a nomenclatura e a forma de apresentação ao público das instituições autorizadas a funcionar pelo BCB.

Segundo a norma, “será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”.

E isso vale para o nome empresarial, nome fantasia, marca e domínio de internet das instituições autorizadas a funcionar pelo BC “em qualquer meio de comunicação e apresentação ao público dessas instituições”.

Logo surgiram, então, questionamentos sobre quais seriam as instituições afetadas e o nome mais relevante nesse sentido é o do Nubank – que em alguns casos e produtos, como o de sua operadora de telefonia, a Nu Cell, em seus cartões e em sua comunicação visual online, já tem utilizado apenas o nome Nu.

A fintech tem licenças do BC para operar como instituição de pagamento e sociedades de crédito, financiamento e investimento, portanto, não poderia usar o termo “banco” no nome.

Com cem milhões de clientes, em muitos momentos a empresa foi comparada a seus pares mais tradicionais do setor financeiro.

Manifestação do Nubank

A fintech se posicionou em nota sobre o assunto e afirmou estar analisando a nova determinação do BC sobre nomenclatura das instituições financeiras.  Disse, ainda, reforçar um “compromisso histórico e inegociável de seguir rigorosamente toda a legislação e regulamentação vigente no País, respeitando os prazos e as determinações da Autoridade Monetária”.

Além disso, o Nubank enfatizou que a norma do BC diz respeito apenas ao nome das instituições e não aos serviços prestados e que possui todas as licenças necessárias para oferecer os produtos atualmente disponíveis em sua plataforma.  “Nossas operações e a oferta de nossos produtos e serviços seguem normalmente, sem nenhum impacto para os clientes”, finalizou a fintech.

Em sua área institucional, no site, a marca já utilizada é apenas Nu e a instituição descreve a si mesma desta forma: “O Nu é uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais do mundo, atendendo a 127 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia”. 

Na apresentação de resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, divulgada dia 13 deste mês, a empresa disse ter mantido “forte trajetória de crescimento”, ampliando a base de clientes em quatro milhões, chegando aos citados 127 milhões, e taxa de atividade acima de 83%. Com isso, diz, atingiu receita recorde superior a US$ 4 bilhões e lucro líquido de US$ 783 milhões.