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Gabi Brites e Felipe Andreoli lançam a Ladybird Sports

O estúdio de entretenimento esportivo tem sociedade com a A300, do Grupo O2, e operações nos EUA e Europa

i 14 de outubro de 2026 - 17h24

A Ladybird Sports, estúdio de entretenimento esportivo fundado por Gabri Brites e Felipe Andreoli, em sociedade com a A300, do Grupo O2, chega com vários objetivos: criar, produzir e distribuir projetos de propriedade intelectuais (IP) próprias e com parceiros; desenvolver projetos – já tem, pelo menos, dois em desenvolvimento sobre os quais ainda não pode dar muitos detalhes; negociar com plataformas de streaming, TV e digital; e atender tanto no Brasil quanto nos EUA (Los Angeles) e Europa (Lisboa).

Gabi Brites é fundadora da produtora Ladybird e, agora, cofundadora da Ladybird Sports. O jornalista e apresentador Felipe Andreoli tem mais de duas décadas de experiência em comunicação e entretenimento e, agora, também cofundador da Ladybird Sports. O empreendimento, segundo Gabi, abrange projetos que podem surgir de ideias próprias, de parcerias com marcas ou de encomendas de canais, com modelos definidos caso a caso. “Não somos uma produtora, e sim estúdio de entretenimento e IP. Podemos chegar a uma marca e criar o IP, criar com o streaming”, explica.

Braços de Los Angeles e Lisboa

Mari Quintanilha, que é head of strategy & US Market da Ladybird Sports e responde por Los Angeles, complementa: “É um estúdio de entretenimento com foco em conteúdo esportivo. Mas não é qualquer tipo de conteúdo, até porque o esporte tem crescido muito, o interesse do brasileiro e das marcas pelo esporte, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Esse também é um dos motivos que fez a Ladybird Sports focar em esporte”, diz. Também compõem a iniciativa a head of business and growth, Julia Casali, e o producer and head of European market, Victor Lemos, responsável pela empresa em Lisboa.

Mari liderou, em agências como Grey New York, JWT e Y&R, a estratégia de grandes marcas e criou campanhas premiadas que moveram o negócio e entraram na cultura. Em empresas de tecnologia como QuintoAndar e RentSpree, comandou o marketing na conexão entre branding de longo prazo a resultados de curto prazo. Já Lemos, que roteirista, diretor e produtor audiovisual, encabeçou a produção do documentário oficial da Copa do Mundo Fifa 2014 para a Figa Films e criou a série Novas Narrativas de Caça, primeira ficção de protagonismo negro em Portugal. Ainda, desenvolveu, produziu e dirigiu séries e filmes licenciados para Netflix, Prime Video, BBC, TV Globo, Discovery Channel e Sony AXN.

Além do jogo

No contexto esportivo, um dos focos da Ladybird Sports, por exemplo, são os Jogos Olímpicos, como os de Los Angeles 2028. “Nosso lema é o beyond the game, ou seja, além do jogo. Teremos uma Olimpíada, uma Copa do Mundo (2027, a feminina, e 2030, a masculina), toda a história que cerca o ano antes, o depois, o que, eventualmente, pode ser alguma coisa acertada com um atleta ou com uma marca”, exemplifica Andreoli.

“No esporte, o relevante é o acesso, o quanto conseguimos chegar a grandes atletas, contar histórias que ninguém sabe ou contar a história que todo mundo sabe, mas de dentro daquele núcleo. Nosso propósito está aí. Pode ser na Olimpíada, mas pode ter uma grande história na subida ou na descida da escada de Santos (Descida das Escadas de Santos, maior competição de downhill urbano da América Latina, onde cerca de 100 pilotos descem os mais de 500 degraus dos morros da cidade)”, detalha.

Andreoli diz que a Ladybird tem um olhar sobre o esporte é um tema vital. “Mas nem sempre será o tema central. Às vezes, as histórias vão perpassar pelo esporte, mas estarão enraizadas em outros temas. Nossa grande vantagem é a habilidade de podermos contar a história através de uma marca ou atleta. Por exemplo, haverá a Copa do Mundo feminina no ano que vem e a Fifa pode nos contratar para fazermos um documentário sobre a Copa no Brasil, tudo o que aconteceu, de mostrar o lado da torcida, do atleta, de uma seleção que veio de fora”, diz.

Quatro pilares

Julia, cujo contexto é o desenvolvimento de novos negócios, ressalta que a Ladybird Sports nasce com quatro pilares sólidos: os 25 anos de carreira de Gabi Brites como diretora de cena, que tem o suporte da sócia A300; Andreoli, com seus 25 anos de carreira, com reputação e acesso ao universo do esporte; um pé em Los Angeles, com Mari, e outro em Lisboa, com Lemos; e, por fim, a abertura do ponto de vista de modelo de negócio, que não é tratar somente o modus operandi, e sim com abertura para fazer do jeito que se faz normalmente ou de vários outros jeitos”, argumenta.

Existe a questão de nascer global, diz Gabi, porque o esporte é um dos últimos territórios onde se tem adesão maciça. “Falamos de histórias, de eventos que reunem as pessoas em um só momento. Falamos desse sonho, desses deuses das Olimpíadas, dessa coisa mítica que o esporte traz e as suas histórias e, no fundo, falamos de pessoas. Quando falamos de pessoas, não tem barreira, não tem território, porque um gol do Mbappé e um gol do Gabigol é o mesmo gol”, diz a cofundadora para exemplificar a globalização que é a essência do esporte.

Gabi associa essa globalização a plataformas globais como Amazon Prime Video e Netflix, que, aponta, pensam de uma forma global, assim como a Ladybird Sports já nasce com projetos com grandes estrelas internacionais. “Um dos nossos projetos, que eu só posso falar que é uma série de ficção sobre o racismo no esporte, tem a ver com uma figura global”, antecipa num spoiler do que deve uma IP do estúdio de entretenimento. “Tem outro programa que é outra figura global, desfocada do seu ofício, num programa de humor e variedades, com Andreoli viajando pelo mundo”, dá pistas sobre outra IP.

Estrutura da A300

Com toda a estrutura da A300, com todo o time que temos de suporte, temos a capacidade de realizar, diz Andreoli. “Um dos grandes motivos de tudo isso aqui do meu lado também estar acontecendo é acreditar agora numa capacidade de realização. Temos as ideias e tem os outros passos depois das ideias. As ideias não ficam só lá na nuvem, elas descem para o plano real. Isso traz muito esse estímulo, essa sensação de poder realizar”, diz o cofundador.