EMS quer ampliar debate sobre obesidade com Peso Invisível
Farmacêutica aproveita proximidade de queda da patente da semaglutida para conversar com comunidade médica e pacientes a respeito de tratamentos

(Crédito: Divulgação)
Nesta quarta-feira, 4 de março, é celebrado O Dia Mundial da Obesidade, data proposta para incentivar a sociedade a debater a questão e criar mecanismos de prevenção e combate à doença.
A farmacêutica EMS escolheu justamente esse dia para apresentar ao mercado o projeto “Peso Invisível”, uma plataforma que pretende ampliar as informações a respeito da obesidade, criando um ambiente de conscientização para pacientes e também para a comunidade médica em torno do assunto.
“A EMS decidiu abordar a obesidade sob a perspectiva da jornada completa do paciente. Trata-se de uma condição marcada por desafios médicos, emocionais e sociais, com caminhos de tratamento muitas vezes não lineares”, comenta Joaquim Alves, diretor da unidade de prescrição médica da farmacêutica.
O projeto Peso Invisível, criado junto á FCB Health, será trabalhado em três frentes: a primeira é a sociedade em geral, a fim de ampliar a comunicação sobre o assunto; pessoas que convivem com sobrepeso e obesidade e profissionais de saúde.
Alves comenta que o projeto parte do entendimento de que a jornada dos pacientes, muitas vezes, começa no digital, onde as pessoas buscam informações a respeito de tratamentos.
“Por isso, um dos pilares da iniciativa é empoderar profissionais de saúde como vozes qualificadas nesse debate, fortalecendo uma rede de médicos e especialistas que possam dialogar com a população em ambientes digitais, levando informação baseada em evidência, com rigor científico e responsabilidade”, declara.
Canetas emagrecedoras
A iniciativa da EMS também envolve um movimento de negócios. No próximo dia 20, expira a patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic, Rybelsus e Wegovy, da Novo Nordisk.
A partir da liberação da utilização do princípio, a EMS é uma das farmacêuticas que pretende atuar no segmento, fornecendo medicados à base de de semaglutida e liraglutida.
Por restrições legais, as farmacêuticas não podem promover diretamente seus produtos às pessoas. Por isso, a empresa procurou construir uma comunicação calcada na informação.
“A obesidade se consolidou como um dos grandes desafios de saúde pública da atualidade. Nesse cenário, o papel da indústria não é promover produtos para o público final, mas contribuir para ampliar a conscientização e qualificar o debate sobre a doença”, afirma o executivo.
Por isso, a EMS procura atuar, segundo Alves, em duas frentes: de um lado, por meio de comunicação científica, dedicada à classe médica e, por outro, iniciativas institucionais de conscientização.
A farmacêutica reconhece que o mercado de terapias e medicamentos para a obesidade, sobretudo a partir da popularização das canetas emagrecedoras, vive um momento de maior competitividade.
Nesse ambiente, a farmacêutica acredita que o diferencial das marcas não estará no produto, mas no papel que a companhia ocupará no sistema de saúde.
“Nossa estratégia passa por três dimensões: fortalecimento da relação científica com médicos; contribuição para um debate político mais qualificado e compromisso com qualidade, segurança e informação confiável.
“Esse cenário cria um um ponto adicional de fricção para quem já enfrenta uma jornada complexa de tratamento. Por isso, também entendemos como parte do nosso papel orientar, esclarecer e reforçar a importância de terapias seguras, produzidas sob rigorosos padrões de qualidade e tecnologia”, frisa.
