Conscientização

Movimento pela vida das mulheres é lançado no Brasil

Campanha "Somos Maiores que a Violência", do Instituto Natura reforça a responsabilidade no combate ao abuso

i 4 de agosto de 2026 - 19h17

O Instituto Natura e a Avon lançaram o Movimento Pela Vida das Mulheres, em parceria com o Senado Federal, o Instituto Maria da Penha e entidades da sociedade civil. A iniciativa busca combater a desinformação sobre a violência de gênero no Brasil, país que registra média superior a quatro feminicídios por dia há seis anos, segundo dados do Ministério da Justiça.

Movimento une entidades para orientar a sociedade sobre como reconhecer e agir contra o feminicídio (Crédito: Divulgação)

Movimento une entidades para orientar a sociedade sobre como reconhecer e agir contra o feminicídio (Crédito: Divulgação)

Com metas de atuação estipuladas até 2035, o projeto engloba a campanha “Somos Maiores que a Violência” e visa orientar a população a identificar diferentes tipos de agressão, incluindo as dimensões moral, psicológica e patrimonial. A proposta busca envolver a sociedade de maneira contínua no enfrentamento do problema, reforçando a responsabilidade coletiva, inclusive dos homens.

Reconhecimento das agressões

Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, desenvolvida pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência, indicam que cerca de 24 milhões de brasileiras só identificam o abuso quando estimuladas. Enquanto 4% das entrevistadas disseram espontaneamente ter sofrido violência nos 12 meses anteriores, a proporção subiu para 33% ao serem apresentadas a situações concretas de agressão.

O levantamento também expõe lacunas no acesso às ferramentas legais de proteção. Segundo o estudo, 80% das mulheres com 16 anos ou mais declaram saber pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, legislação federal de combate à violência doméstica que completa 20 anos de promulgação em 2026.

Capacidade de resposta

Essa limitação no reconhecimento do problema reflete-se na dificuldade de reação da população diante de abusos. De acordo com o Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres, 62% dos brasileiros relatam não dispor de informações suficientes sobre leis, canais de denúncia ou redes de apoio para prestar auxílio a uma vítima.

Diante desse cenário, a articulação entre as organizações visa transformar o debate em uma agenda permanente, superando ações restritas a datas pontuais. A meta principal é fornecer orientações práticas para que a sociedade aprenda a intervir de forma segura e responsável ao identificar situações de risco.

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