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Ouvir uma boa história é como ir à casa da avó

Jorge Brivilati, selecionado para o Young Lions Brazil, lançará seu primeiro longa metragem, filmado na Índia

i 2 de junho de 2014 - 8h08

Por Bruna Molina

Ao ganhar um curso experimental de Photoshop, aos 15 anos, o carioca Jorge Brivilati acabou gostando da experiên­cia. Dois anos depois, candidatou-se a uma vaga de diretor de arte na Americanas.com, seu primeiro emprego com carteira assinada. Ao explicar o que o motivou a seguir essa carreira, ele cita a paixão pela fotografia, meio pelo qual conta histórias.

O sócio e diretor de cena da La Casa de la Madre acaba de voltar da Índia, onde fez seu primeiro longa-metragem, que será lançado no ano que vem. “Nunca foi tão verdade a premissa de que cinema é, na maior parte, experimentação e prática”, filosofa. O filme conta a história de Marcos, que deseja fazer um mochilão, mas algo dá errado em sua primeira parada. O diretor ainda foi escolhido para o Young Lions Brazil 2014 na categoria Film. Brivilati diz que é uma vitória ser selecionado para a premiação.

Quando veio para São Paulo, em 2007, teve passagens pela AlmapBBDO, CuboCC, JWT e WMcCann, onde, como diretor de arte sênior do núcleo de internet, passou a fazer pequenos filmes, no que era seu primeiro contato com a área. Nascia ali a vontade de fazer cinema. “Estudei por sete meses numa escola de cinema e fiz meu primeiro curta em 16 mm. Também fotografei e codirigi. Foi um caminho sem volta”, lembra o diretor.

Depois da WMcCann, foi trabalhar com o redator André Castilho na Y&R. Como estava decidido a estudar na Irlanda, pediu um salário alto. “Ele me disse que seria um pouco difícil, mas tentaria. Acabou com meus planos. Lá estava eu, um mês depois. A Irlanda poderia esperar uns seis meses. Digo, seriam mais pints, oras!”, ressalta.

Quando saiu da Y&R, formou parceria com Castilho para fazer curtas. Surgia aí a produtora especializada em storytelling La Casa de la Madre, que acaba de completar dois anos. “Ninguém tem 30 segundos nem um minuto para ver um comercial, mas tem 20, 30, 60 minutos para ouvir uma boa história. Assim como ir à casa da avó ou à da mãe, sentar e ouvir velhas e boas histórias, as quais você quer compartilhar. Isso é a Casa de la Madre”, diz. Para Brivilati, contar histórias aproxima a publicidade do cinema.

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