Internet

Publicidade oculta na web entra na mira

Agência Federal de Consumo dos EUA alertou influenciadores a deixarem claro os anúncios em suas postagens

i 15 de agosto de 2016 - 9h13

A Agência Federal de Consumo dos EUA alertou celebridades e influenciadores que cobram para posts e ações patrocinadas em suas redes que elas devem ser transparentes em relação ao fato de a ação ser paga. O órgão americano afirmou que não é suficiente utilizar uma hashtag ou informar a ação no pé de uma foto, por exemplo, o aviso deve ser feito da forma mais clara possível.

O alerta vale para Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat ou quaisquer outras plataformas. Caso a recomendação não seja seguida as autoridades locais dos Estados Unidos ameaçaram tomar medidas. O principal objetivo dos reguladores é acabar com os abusos nas centenas de anúncios ocultos que circulam pela internet. Um levantamento da Captiv8, agência especializada em influenciadores, mostra que US$ 250 milhões são movimentados por mês em publicidade oculta na web.

Há um mês, por exemplo, a Justiça americana promoveu uma ação contra a Warner Brothers por sua divisão de entretenimento não ter revelado o pagamento a influenciadores para darem opiniões positivas sobre o jogo Middle Earth: Shadow of Mordor, baseado em O Senhor dos Anéis.

De acordo com Ana Brambilla, especialista em conteúdo digital, as redes sociais colocam mídia, público e líderes de opinião no mesmo espaço, com um poder de fala muito semelhante. “É natural que ocorram confusões sobre a natureza dos posts. O que não é natural é voltarmos um século e tentarmos vender uma ideia ou um produto disfarçado de conteúdo espontâneo”, diz a especialista. Ainda de acordo com Ana Brambilla, o público não é mais o mesmo e o potencial crítico das pessoas se desenvolveu. “Mas a overdose de informações diárias que circula nas redes gera ruído e, nessa hora, a clareza de propósitos é uma brilhante aliada”, conclui.