Comunicação

?São Paulo não sabe se vender?

Para consultor da Saffron, criadora da marca ?Visite Londres?, a capital paulista não definiu o seu DNA

i 26 de julho de 2011 - 11h53

A cidade de São Paulo precisa aprender a se vender para o mundo. Esta é a opinião de Jacob Benbunan, CEO da consultoria de design Saffron, responsável pela marca “Visite Londres”, que unificou a maneira como a cidade britânica se mostrava para o mundo. “Existe uma indefinição sobre o que São Paulo tem a oferecer e há uma grande oportunidade em aberto para mostrar isso ao mundo”, sugere o executivo, que inaugurou a Saffron em 2001, em Madri.

E ele dá a sua receita. “Precisamos começar escutando as pessoas e escolher o que São Paulo é de verdade, e não somente essas percepções rasas”, recomenda. “A cidade precisa criar essa identidade única que mostre qual é o seu DNA. E isso tem de estar articulado em cada um dos aspectos da cidade, seja na infraestrutura, seja nos serviços. São Paulo precisa definir para o resto do mundo o que ela é”, completa.

Assim que determinar seu DNA, a cidade teria que partir para o segundo passo: criar a expressão visual em torno dessa ideia. “É necessário criar uma linguagem visual que ajude a desatar campanhas de turismo e estar presente em feiras, convenções e demais eventos de forma unificada”, analisa.

Uma das tentativas de São Paulo para buscar uma unidade em sua comunicação é a recente campanha “São Paulo Cidade Criativa”, criada pela Lew’Lara\TBWA e pela Propeg, que pretende ampliar o número de turistas para 14 milhões até 2014. A ação foca na cultura e criatividade do povo paulistano e consumirá investimentos de R$ 17 milhões.

Segundo ele, o Rio de Janeiro se vende muito melhor do que São Paulo. Mas isso muito mais por conta de suas belezas do que por iniciativas governamentais. “O Rio tem uma identidade, um significado¬ maior, e é um exemplo positivo. E isso apesar de tudo o que se pode fazer para se destruir um lugar. A cidade tem uma imagem global de um lugar lindo e, para sua sorte, os eventos esportivos ajudarão a melhorá-la ainda mais”, acredita Benbunan.

Na capital paulista, a Saffron atua em parceria com a Und Corporate Design, de Norberto “Lelé” Chamma, Junosuke Ota e Pedro Pastorelo.

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