A telefonia móvel passou dos limites
João Rezende, presidente da Anatel acredita que as palavras ?infinito? e ?ilimitado? deveriam sumir das campanhas publicitárias das operadoras de telefonia móvel
As palavras “infinito” e “ilimitado” deveriam ser banidas da redação das campanhas publicitárias das marcas que operam no setor de telefonia móvel. A recomendação vem do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, para evitar que o usuário contrate serviços sem entender ao certo se precisará pagar por eles. As críticas, as cobranças por novos investimentos e a fiscalização dos planos de melhoria devem fechar cada vez mais o cerco da Anatel às operadoras.
No último mês de julho, o órgão vetou a comercialização de novos chips de celular em todo o País até que as empresas do setor encaminhassem um plano de investimento para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Mas em entrevista para a Agência Brasil, Rezende disse que “ainda não dá para inferir que houve uma melhoria substancial, apenas estamos constatando que há uma estabilidade na prestação de serviço. Embora haja esforço das empresas, achamos que ainda está faltando muito para atingir o nível de qualidade que o Brasil precisa”.
Mesmo a elevação de 14% em investimentos em infraestrutura, dimensionamento da rede e na expansão da cobertura até 2014, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), ainda não convenceu a Anatel sobre as reais providências que devem ser adotadas.
Contas e cobranças, informações aos usuários e acesso à rede de dados são considerados hoje os serviços mais problemáticos.