Brasil lidera apoio a marcas engajadas na causa LGBTQIAPN+
Pesquisa da Ipsos revela ainda que os brasileiros são mais receptivos à presença personagens LGBT+ na TV e na publicidade
Atualizada às 14h23*

Brasileiro é mais receptivo às marcas que se posicionam a favor da comunidade LGBTQIAPN+ (Crédito: Davide Angelini/Shutterstock)
Aproveitando o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado neste domingo, 28, a Ipsos divulga a pesquisa global LGBTQIAPN+ Pride Report 2026, que revela que o Brasil se destaca frente a outros países quando o assunto é apoio a marcas que se posicionam a favor da comunidade.
Realizado em 26 países, o estudo mostra que 49% da população brasileira apoia empresas que promovem ativamente a igualdade para pessoas LGBT+, um número superior à média global de 42%. No entanto, esse número vem caindo nos últimos anos. Em 2021, o apoio entre os brasileiros era de 58%, em em 2024, de 53%; e em 2025, de 49%.
A pesquisa indica ainda que a oposição a essas práticas no Brasil é 17% contra a média global de 22%. Além disso, o levantamento mostra que os brasileiros são mais receptivos e valorizam o engajamento corporativo neste contexto.
A maior receptividade dos brasileiros também se reflete na visão sobre representatividade na mídia. A pesquisa revela que no País, o apoio à presença de mais personagens LGBTQIAPN+ na TV, em filmes e na publicidade chega a 37%, superando a média global de 30%.
A receptividade é maior entre as mulheres (39%) do que entre os homens (33), e entre a Geração Z (46%) do que entre os Baby Boomers (24%).
Metodologia
Para chegar nesses resultados, o estudo realizou 19.019 adultos, entre 24 de abril e 8 de maio de 2026, em 26 países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, México, Países Baixos, Peru, Polônia, Singapura, Suécia, Tailândia e Turquia. Somente no Brasil, foram entrevistados 1.000 adultos. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.