Marketing

Avon se torna alvo de boatos

BTG divulga relatório com comentários do mercado sobre uma suposta oferta da Natura pela Avon

i 12 de abril de 2012 - 8h30

A delicada situação da Avon, que acumula uma desvalorização de 45% dos seus papeis em 2011, além de ser investigada por práticas de corrupção nos Estados Unidos, abre o caminho para as especulações. De acordo com relatório do BTG Pactual, o mercado já comenta uma suposta oferta em curso pela Natura. Mas em entrevista publicada na edição dessa quinta-feira, 12, pelo jornal Valor Econômico, a companhia esclarece que “tem como política não comentar questões relacionadas a este tema”.

Para os próprios analistas do banco conduzido por André Esteves, a possibilidade da Natura formalizar uma proposta é remota, já que o plano da empresa de Cajamar, São Paulo, é crescer organicamente e não por meio de aquisições vultosas. A Natura estuda atualmente algumas mudanças estruturais, como a possibilidade de elevar o seu capital total dos atuais 431 milhões de ações para 441,3 milhões de ações, aumentar o grupo de conselheiros de sete para nove integrantes, extinguir a existência de três co-presidentes, entre outras medidas capazes de flexibilizar o estatuto da empresa.

A oferta da Coty
A francesa Coty ofereceu US$ 10 bilhões pela Avon, mas a proposta foi recusada pela maior empresa de vendas diretas do mundo. Divulgada na última semana, a investida da Coty não parou por aí. A dona de perfumes das marcas Calvin Klein, David e Victoria Beckham e Beyoncé pretende agora partir para uma ofensiva junto aos acionistas da Avon na tentativa de convencê-los a reconsiderar a proposta.

Enquanto a Coty registra vendas da ordem de US$ 4,1 bilhões, a Avon totaliza um valor de US$ 11 bilhões, mas os resultados vêm declinando. Somente no quarto trimestre do ano passado, o prejuízo líquido foi de US$ 400 mil, ante um lucro líquido de US$ 229,3 milhões na mesma comparação com o ano de 2010.

No último mês de fevereiro, a Avon anunciou um corte de despesas diretas e de funcionários para tentar reduzir custos e reverter os resultados negativos acumulados ao longo de 2011. O encolhimento dos resultados provocou também a saída de Andrea Jung, em dezembro de 2011, do cargo de CEO da empresa, posição agora ocupada por Sherilyn McCoy, que atuou como vice-presidente da área de consumo da Johnson & Johnson durante 30 anos.

wraps