APOSTAS

Devoluções avançam e bets fazem balanço de demissões

A partir da sexta-feira, 9, apostadores poderão resgatar os valores disponíveis através dos bancos parceiros

i 8 de outubro de 2026 - 16h21

Na quarta-feira, 7, as plataformas de apostas começaram a informar aos bancos o saldo restante na conta dos apostadores. Na segunda-feira, 5, foi encerrado o prazo para que os usuários resgatassem os valores voluntariamente e, no dia seguinte, os sites e aplicativos das bets saíram do ar.

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De acordo com os dados, R$ 1,325 bilhão ainda precisam ser devolvidos (Crédito: Saulo Ferreira Angelo – Shutterstock)

Agora, terá início uma nova etapa do processo de resgate. A partir desta sexta-feira, 9, até o dia 14 deste mês, os apostadores que ainda não fizeram a retirada do saldo poderão solicitar os valores disponíveis através dos bancos que operam com empresas de apostas.

De acordo com os dados divulgados, o montante a ser devolvido é de R$ 1,3 bilhão para cerca de 26,5 milhões de apostadores. Além disso, 188 sites legalizados até a assinatura da Medida Provisória que proibiu a operação das plataformas de apostas em território brasileiro tiveram a autorização cancelada e 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio.

Após o dia 14, os valores que não puderem ser devolvidos pelos bancos serão encaminhados à Caixa Econômica Federal e a instituição ficará responsável por concluir a restituição.

Demissões e volta do Brasileirão

Enquanto as devoluções avançam, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) divulgou um levantamento parcial sobre as demissões no setor desde a MP. De acordo com os dados, 3,5 mil profissionais foram dispensados pela indústria de apostas desde o dia 25 de setembro, data de assinatura da MP. Segundo a entidade, o número representa 23% da força de trabalho do setor. A projeção da ANJL é que, em 90 dias, as demissões alcancem 5,6 mil pessoas. O equivalente a 37% dos trabalhadores do setor.

A quarta-feira também marcou o retorno do Campeonato Brasileiro, depois do encerramento do prazo para a retirada dos patrocínios das plataformas de apostas e para que os veículos de comunicação veiculassem as ações publicitárias contratadas antes da medida. Os clubes – que em sua maioria tinham as plataformas como patrocinadora máster – se dividiram entre atrair novas marcas para as camisas e manter os contratos ativos, aguardando uma mudança na MP.

No final de semana, o Flamengo entrou com uma liminar no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão imediata da medida. No texto, o clube, patrocinado pela Betano, cita uma projeção de impacto financeiro direto de R$ 400 a R$430 milhões. Em contrapartida, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF que mantenha a medida em vigor e que aguarde a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o pedido.