Marketing

Mobile is a tool. Not a toy

O celular em si não deve ser trabalhado como elemento central. O consumidor não o vê assim. O aparelho potencializa sua experiência em outras atividades

i 28 de fevereiro de 2013 - 4h20

Por Tiago Lara (*)

Enquanto TNS, comScore, inMobi e outras consultorias e institutos de pesquisa apresentavam dados sobre a forma como o consumidor global usa o celular no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, um elemento se destacou entre os demais: a forma secundária como o consumidor encara o celular.

Não estou dizendo que o uso comum do aparelho não é fundamental para ele, mas, sim, que o aparelho pode ser fundamental para potencializar a experiência dele com outras categorias, atividades, acessórios etc. Basta considerar que não existe uma "hora de usar o celular", como existe a de ver TV, a de ir à academia, tomar banho, jantar. O celular é um excelente companheiro das atividades diárias. Em comunicação, isso muda tudo; muda porque não deveríamos nos centrar em "falar sobre ele" (como "toy"), mas em como ele potencializa as coisas (como "tool").

Para se ter uma ideia, a inMobi apresentou um estudo global sobre momentos de uso, e os resultados impressionam:
85% enquanto esperam por algo ou alguém
82% enquanto estão deitados na cama
62% enquanto assistem a TV
60% enquanto estão no transporte público
43% enquanto compram
30% enquanto estão no banho (!!!!!!!)

Agora, considerando um uso complementar tão grande, não deveríamos, em vez de vender megapixels, dimensões e resolução, vender soluções para o que fazer com isso enquanto se praticam atividades corriqueiras? Essa foi a grande provocação do dia.

 

(*) Tiago Lara é diretor de planejamento estratégico da Leo Burnett Tailor e acompanha o MWC em Barcelona. Ele escreve como colaborador para Meio & Mensagem.

 

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