Nos supermercados, preço perde exclusividade na compra
Estudo da dunnhumby revela os fatores que influenciam a escolha dos brasileiros entre redes físicas e digitais

Pesquisa ouviu mais de 10 mil consumidores e avaliou mais de 40 varejistas alimentares em operação no Brasil (Crédito: inspiring.team/Shutterstock)
Pesquisa da dunnhumby mostra que preço segue importante, mas já não é o único fator na decisão de compra do brasileiro. A 5ª edição do Ranking de Preferência do Consumidor (RPI) 2026 aponta que a preferência dos consumidores está cada vez mais ligada à capacidade dos varejistas de entregar uma proposta de valor consistente, combinando preços competitivos, variedade de produtos, experiência de compra e soluções digitais.
O levantamento avaliou 46 varejistas em operação no Brasil e reuniu entre as marcas mais bem avaliadas pelos consumidores Amazon, Assaí Atacadista, Bahamas, Líder, Mart Minas, Mercado Livre, Mundial, Savegnago, Supermercado Nordestão, Supermercados Guanabara e Zaffari.
O que pesa na escolha do consumidor
Preço, promoções e recompensas seguem liderando os fatores que influenciam a decisão de compra, respondendo por 35% da preferência dos consumidores. Em seguida aparece o sortimento, responsável por 28% da decisão e que considera aspectos como variedade de produtos e oferta de marcas próprias.
Juntos, esses dois pilares representam 63% da escolha dos brasileiros. Os demais fatores que compõem essa percepção são o digital (15%), que avalia a experiência de compra online e a eficiência dos aplicativos; as operações (14%), relacionadas à disponibilidade de produtos e à consistência dos preços; e a experiência na loja (7%), que leva em conta aspectos como organização do ambiente e agilidade no atendimento.
Aplicativos ampliam participação nas compras
A digitalização também vem transformando a jornada de compra. Em busca de praticidade e melhores ofertas, os consumidores passaram a recorrer com mais frequência aos aplicativos de compras e delivery.
Nesse cenário, o iFood aparece como a plataforma mais utilizada por 37% dos consumidores. Na sequência estão Uber Shopper (17%) e Rappi (12%).
Quando a preferência vira resultado
Além de influenciar a decisão de compra, a preferência do consumidor também impacta diretamente os resultados das empresas. As 11 redes mais bem posicionadas no ranking concentram, em média, 33% do share of wallet dos clientes — parcela do orçamento destinada às compras em determinado varejista. Entre as empresas que ocupam as últimas posições, esse índice cai para 24%.
O desempenho também aparece nos indicadores de crescimento. As líderes do levantamento registraram CAGR de 3% nos últimos três anos, enquanto o restante do mercado permaneceu estável ou apresentou retração, com queda média de 2% entre as redes que aparecem na base do ranking.
Plataformas digitais lideram em todo o país
No recorte regional, Mercado Livre e Amazon ocupam a primeira e a segunda posição na preferência dos consumidores em todas as regiões do País quando considerados todos os formatos de varejo.
Ao analisar apenas as redes físicas, o cenário evidencia a força dos atacarejos e dos varejistas regionais. No Sudeste, Mundial e Supermercados Guanabara lideram a preferência. Já nas regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, o Assaí Atacadista aparece na primeira colocação entre as lojas físicas, seguido por redes tradicionais e de forte atuação regional.
Metodologia
A pesquisa ouviu mais de 10 mil consumidores brasileiros entre fevereiro e abril de 2026. Ao todo, o estudo avaliou mais de 40 varejistas alimentares com atuação no Brasil.