Superbet leva marca de estatística para camisa do São Paulo
Patrocinio pontual acontece na partida diante do Cruzeiro, nesta quarta, 7, e será reavaliada para outros jogos

São Paulo e Superbet chegaram a um acordo para manter contrato de patrocínio após MP das Bets (Créditos: Ricardo Moreira/Shutterstock)
O São Paulo e a Superbet, patrocinadora máster do clube paulista, chegaram a um acordo para manter o contrato de patrocínio após o início da Medida Provisória que restringe as apostas esportivas no Brasil, que passou a ser válida a partir deste segunda-feira, 5.
Assim, no confronto diante do Cruzeiro que acontece nesta quarta-feira, 7, a Superscore, plataforma de estatísticas esportivas que faz parte do mesmo grupo econômico da bet e que não está proibida pela MP, estampará o uniforme do tricolor paulista no espaço máster, mesmo local que ocupava a Superbet.
Embora seja uma ação pontual, a intenção é que a iniciativa seja mantida, pelo menos, para o jogo contra o Vitória, no sábado, 10, enquanto ambas as partes avaliam o cenário das bets no País. Além disso, São Paulo e Superbet seguem mantendo as condições do contrato.
Proibição das bets no Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou no último dia 25 a Medida Provisória que proíbe, de forma geral, a atuação das plataformas de apostas (bets) em território brasileiro.
Com a decisão, ficam restritos a oferta de apostas de quota fixa (esportivas), bem como outros tipos de jogos de azar online, que passam a ser considerados ilegais no País.
A decisão impacta diretamente os clubes de futebol, tendo em vista que das 20 equipes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 13 têm uma empresa de apostas como patrocinadora máster, fazendo com que muitos deles recorressem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os efeitos da MP.
Além dos times, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) acionou o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, pedindo a suspensão da medida, bem como Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que também pediram pela suspensão da Medida Provisória alegando inconstitucionalidade.
No texto, a Abert pontua a regulamentação do setor e destaca que a Medida Provisória foi publicada dias antes do primeiro turno das eleições, o que classifica como “desvio de finalidade” do ato.
“A MP desconstitui, por ato unilateral, autorização que o próprio Poder Executivo propôs ao Congresso Nacional, sancionou e implementou”, diz a Abert, no documento.
Informações as quais a reportagem de Meio & Mensagem teve acesso apontam que as empresas de apostas esportivas estão otimistas sobre a obtenção de uma liminar que permita ao setor voltar a atuar regularmente. Por isso, muitos dos contratos com os clubes seguem em vigência, mesmo sem a exposição.

