Comunicação

Agências digitais: restam poucas opções

Poucas permanecem independentes após compra da iThink pela SapientNitro

i 22 de janeiro de 2013 - 8h40

Após a aquisição da iThink pela SapientNitro, o mercado olha para as próximas agências digitais independentes que podem entrar em algum tipo de negociação nos próximos meses.

A W3Haus lidera as apostas. “Conversas com interessados já aconteceram e ainda acontecem, mas só irão evoluir se encontrarmos um parceiro ideal que mantenha vivo o DNA do que criamos lá no ano 2000”, desconversa Tiago Ritter, sócio-fundador e CEO da empresa.

Além dela, outros nomes normalmente comentados são Garage, Ginga, One Digital e Tribo Interactive. “Nesses seis anos de vida, já analisamos várias ofertas, mas ainda não encontramos a combinação de parceiro e proposta ideais. Tenho certeza de que uma associação inteligente, que venha para somar com nosso espírito vai fazer sentido”, diz Max Petrucci, presidente da Garage.

No caso da Ginga, inclusive, seu diretor executivo e de planejamento Pedro Del Priore, já tomou algumas iniciativas para viabilizar negociações. “Temos sido procurados nos últimos dois anos por grandes grupos, mas não há pressa em fechar venda ou fusão. Recentemente, recrutamos uma empresa especializada para fazer estes contatos e aconselhar sobre possíveis propostas”, revela. Para todas elas, uma fusão ou aquisição parece ser apenas questão de tempo.

Entretanto, Marcelo Sant’Iago, da consultoria MBreak, aponta que a venda não é o único caminho. “Existe o risco de não haver um comprador para alguma delas, que poderiam protagonizar fusões envolvendo outras independentes”, acredita. “Mas, cedo ou tarde, todas precisarão de um suporte internacional, para ter acesso aos grandes clientes globais. Este é um caminho sem volta”, prevê.

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Pausa nas aquisições

Desde janeiro do ano passado, quando a Dentsu confirmou oficialmente a aquisição da Lov, o mercado brasileiro não assistia a nenhuma transação envolvendo as maiores agências digitais do País. A única que pode ser mencionada no período, mas em patamar financeiro inferior, é a de compra de 70% da produtora digital Foster, pela rede Ogilvy, do WPP (veja quadro com os grandes negócios recentes).

A principal razão para essa pausa é o fato de as opções terem ficado escassas. “Neste processo, por exemplo, deu para perceber isso. Se perguntarmos aos profissionais do mercado qual agência seria vendida, a grande maioria responderia: iThink. E mesmo isso sendo tão óbvio, a negociação demorou 12 meses”, aponta Sant’Iago.

Confira abaixo as movimentações nos últimos anos:

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