Comunicação

Observatório da Diversidade muda de nome e amplia atuação

Entidade amplia escopo para toda a cadeia da comunicação e prepara novo censo do setor

i 25 de maio de 2026 - 6h00

Observatório da Diversidade muda de nome

Observatório da Diversidade da Comunicação (ODC) é novo nome da entidade (Crédito: Divulgação)

Com cinco anos de atividade, o Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP) passa a se chamar Observatório da Diversidade na Comunicação (ODC). A mudança de nomenclatura tem como objetivo extrapolar a atuação no segmento das agências e incluir toda a cadeia da comunicação, abrangendo áreas como relações públicas, live marketing, produtoras, mídia exterior e comunicação corporativa.

Patrícia Alexandre, diretora do Sinapro-SP e presidente do ODC há pouco mais de um ano, encabeça o movimento de ampliação. Ao chegar ao observatório, em março de 2025, a executiva iniciou articulações em prol do avanço da agenda no mercado, após a comprovada queda em alguns indicadores, apontada no 2º Censo da Diversidade nas Agências Brasileiras.

“Tínhamos 23 agências associadas, e achei esse número pequeno para um mercado tão consolidado, especialmente quando os números do censo estavam em queda. Isso me incomodou, e traçamos a meta ousada de aproximar a indústria da comunicação da composição demográfica até 2030”, diz.

O rebranding ocorre acompanhado pela chegada de novos parceiros setoriais e pela preparação de um novo censo, em parceria com a Quantas, com tabulação em outubro e lançamento em novembro. Para anunciar o novo momento, a entidade deve lançar, nas próximas semanas, uma campanha idealizada pela Propeg.

Agora, o ODC passou a contar com o apoio da Associação Brasileira de Agências de Comunicação (Abracom) e do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp-SP), parceria que resultará no lançamento de um novo site da entidade entre agosto e setembro. O observatório também mantém conversas com outras instituições, como a Ampro, a Abap e a Central de Outdoor.

“Vimos que, considerando o nosso ecossistema, limitar-se à propaganda era insuficiente. Fizemos, então, um estudo, e o estatuto permitia a mudança. Levamos a proposta à assembleia, e todas as agências associadas a apoiaram”, conta Patrícia.