Comunicação

Com apoio do ODC, livro analisa diversidade nas agências

Ariel Nobre, cofundador do Observatório da Diversidade, e docentes da UFSM lançaram livro na quinta, 21

i 22 de maio de 2026 - 17h17

ODC e UFSM lançam Cartografia da Diversidade

USFM e ODC lançam Cartografia da Diversidade (Crédito: Divulgação)

Em parceria com o Observatório da Diversidade na Comunicação (ODC), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lançou o livro Cartografia da Diversidade na noite dessa quinta-feira, 21. A publicação faz uma espécie de mapeamento da diversidade entre 2020 e 2025, tanto no ambiente acadêmico, quando no mercado, a partir da análise de reportagens publicadas no Meio & Mensagem.

Com quase 400 páginas, o livro conta com artigos científicos de alunos da universidade e foi organizado pelas docentes Juliana Petermann e Fernanda Sagrilo Andres, da UFSM, e por Ariel Nobre, cofundador e diretor executivo do observatório. Nas análises, as reportagens foram usadas como termômetro para medir o pulso da agenda no mercado publicitário do País.

Nobre explica que a ideia da publicação surgiu do incômodo de tentar compreender se a pauta da diversidade cresceu ou retraiu nos últimos cinco anos. Ao analisar mercado e academia, propõe um diálogo inédito entre o que o cofundador do ODC chama de “dois planetas”. De um lado, o conhecimento científico; do outro, a prática discursiva das marcas e agências.

“O mais interessante foi colocar a universidade e o mercado para conversar. Ver que há uma comunidade de cientistas olhando para o que fazemos no mercado me deu esperança”, comemora Nobre.

A pesquisa foi dividida em quatro grupos temáticos focados em: gênero e sexualidade; questões étnico-raciais; idade e geração; e corpo. O prefácio foi escrito por Regina Augusto, diretora executiva do Cenp, e a material conta, ainda, com uma entrevista com Patrícia Alexandre, presidente da entidade.

“Vimos que, por exemplo, o tema trans começou e terminou o período analisado com o mesmo número de reportagens (quatro), mostrando uma oscilação no meio do período. No mercado, a agenda da idade é muito forte por ser mercadológica, mas pautas de gênero e étnico-raciais sofrem mais”, acrescenta.