Andy Awards discute o que é a verdadeira inovação
Debate durante Andy Awards reúne Bob Greenberg (R/GA), Colleen DeCourcy (W+K), Luiz Sanches (Almap) e David Eriksson (North Kingdom)
As agências precisam se adequar às novas tecnologias e aprender a oferecer soluções inovadoras que tenham algum propósito para os anunciantes e os consumidores. Essa foi uma das conclusões de um debate sobre os novos horizontes da criatividade promovido pelo Google durante o Andy Awards, cujo júri está sendo realizado pela primeira vez em São Paulo.
O debate reuniu Bob Greenberg (R/GA), Colleen DeCourcy (Wieden+Kennedy de Portland), Luiz Sanches (AlmapBBDO) e David Eriksson (North Kingdom de Estocolmo). “Vejo uma grande mudança, em que as agências precisam passar a ofertar produtos e serviços para os anunciantes”, aponta Greenberg, que cita a pulseira Nike+FuelBand como exemplo bem sucedido. Segundo ele, os clientes têm a inovação como seu principal desafio, e as agências precisam assumir esse papel. A R/GA, afirma, criou um braço de consultoria para ajudar os anunciantes nessa missão.
Entretanto, a inovação precisa estar atrelada aos desejos dos consumidores, defende Eriksson. “A verdadeira inovação que a agência pode promover é criar produtos e serviços que de fato modifiquem o comportamento das pessoas. A tecnologia só vale se vier acompanhada de um propósito humano”, completa o criativo sueco. “A inovação por si só não vale nada. As agências precisam pensar naquilo que podem fazer para os clientes”, reforça Colleen.
Sanches citou Havaianas como exemplo, já que a marca modificou o sentimento que as pessoas tinham em relação a ela. “Era um chinelo de borracha branco, mas resolvemos apostar nas cores e a produção da empresa se adequou. E assim, hoje, ele custa US$ 30 nos Estados Unidos”, afirma.
O festival do The Advertising Club de Nova York está em sua 49ª edição. Os resultados serão anunciados em 19 de março, durante a Advertising Week Europa, em Londres.
