Stitch chega ao mercado com narrativas sob medida para marcas
Produtora do ecossistema A300, da O2 Filmes, a Stitch chega oficialmente ao mercado com proposta de desenvolver narrativas sob medida para marcas

André Gustavo, mais conhecido como Délão, é sócio e diretor da Stitch (Crédito: Monica Lane)
Após operar “abaixo do radar” há pouco mais de um ano, a produtora Stitch – Tailor Made Films oficializa sua entrada no mercado como parte do ecossistema da A300 – operação criada em outubro do ano passado pela O2 Filmes.
Liderada por André Gustavo, mais conhecido como Délão – que tem 18 anos de experiência como diretor da O2 – a Stitch, apesar de parte da A300, nasce como uma produtora independente.
“A Stitch não é uma divisão da O2, é uma produtora independente, com seus próprios talentos, são outros diretores, mas que trabalha em conjunto com o grupo”, explica Délão.
A produtora se posiciona no mercado como um estúdio de criação e realização, cuja missão é desenvolver narrativas sob medida para marcas. Neste sentido, Gustavo define a Stitch como uma “alfaiataria criativa”.
Diferente de um modelo de produção puramente industrial, a produtora se propõe a mergulhar no core das marcas, analisando o perfil da agência, da criação, do cliente, e de como trabalham. “Essa é uma sutileza que quando tem essa leitura, consegue-se de fato colocar atenção e energia nos pilares corretos de cada projeto”, complementa.
Com essa abordagem, o seu escopo da Stitch engloba todo o processo produtivo, da estratégia à execução, passando pela direção, produção e pensamento narrativo.
Selos complementares
Além da Stitch, fazem parte da A300 as produtoras: Noma e LadyBird; a Rio Post, na área de pós-produção; a 555 Studios, focada em soluções com painel de LED; e a BOT, especializada em soluções de inteligência artificial para produções audiovisuais.
Apesar desses vários selos, a proposta da A300 é que esses selos se complementem, evitando a canibalização interna. Essa estrutura permite o que Délão chama de “construir pontes e não muros”, possibilitando coproduções entre diferentes produtoras do grupo ou até a colaboração entre diretores de selos distintos em um mesmo projeto.
“Isso não impede de fazermos uma coprodução interna, ou assimilarmos outros selos ou outros talentos para a mesma produtora, ou um projeto ser assinado pela Stitch e pela O2, ou pela Stitch e pela Lady Bird”, exemplifica.
Ao longo desse mais de um ano de operação, a consistência da Stitch foi validada por uma carteira de clientes que inclui nomes como Amazon, Jeep, Banco do Brasil, TNT, Visa e Nissin, dos quais muitos se tornaram recorrentes.

A300 amplia estrutura e apresenta lideranças
Olhando para o futuro, a Stitch planeja um crescimento “pé no chão”, focando na valorização de seu time multidisciplinar de artistas, roteiristas e especialistas de branding.
“Nesse primeiro momento, o que queremos conectar é o humano, os talentos, as pessoas e mostrar para os clientes, marcas e agências que aqui pode servir de apoio para que essas empresas possam cultivar e pensar em projetos juntos conosco”, enfatiza Délão.
IA e o “naturalismo estético”
Por falar em humano, em um momento de intensa discussão sobre o papel da inteligência artificial (IA), principalmente, no mercado audiovisual, a Stitch adota uma postura pragmática, na qual reconhece a IA como uma ferramenta potente para agregar valor de produção e criar universos narrativos complexos, mas mantém a crença no que Délão chama de “naturalismo estético”.
Neste contexto, para a produtora, a IA pode representar um ganho de escala e custos, mas a nuance humana segue sendo insubstituível. “Quando penso que marca não é sobre convencer, é sobre conectar, que elas não deveriam disputar a atenção e, sim, cultivar a presença, está muito mais nessa questão do humano, no naturalismo estético”, complementa.