Ana Coutinho assume como CEO da Galeria
Executiva assume comando da agência e Phil Daijó e Rafael Ziggy são nomeados CCOs; sócios-fundadores Simon e Urenha passam a se dedicar 100% à holding

Phil Daijó, Rafael Urenha, Ana Coutinho, Eduardo Simon e Rafael Ziggy: novas atribuições dos sócios-fundadores junto à holding levam a mudanças na liderança da agência (Crédito: André Leigo/Divulgação)
Ana Coutinho é a nova CEO da Galeria. Ela substitui o sócio-fundador Eduardo Simon no comando da agência, que está prestes a completar cinco anos de operação.
Com isso, Simon passa a se dedicar de forma integral aos negócios da Galeria Holding, da qual é chairman. O também sócio-fundador Rafael Urenha deixa a posição executiva de CCO para se debruçar sobre as oportunidades criativas das 13 empresas do grupo, que projeta faturamento de R$ 2,8 bilhões em 2026.
Phil Daijó, que respondia como diretor executivo de criação desde o início da operação, é promovido a chief creative officer. Ao lado dele, no mesmo papel, está Rafael Ziggy, cuja saída da Droga5 São Paulo foi comunicada na semana passada.
A partir de agora também se forma o Conselho da Galeria Holding, formado por Simon, Urenha e o também sócio-fundador Paulo Ilha, que permanece à frente da área de mídia da agência como chief media officer.
De acordo com Simon, o movimento começou a ser desenhado há dois anos, quando fundou a Galeria Holding: “Comecei a sentir que era necessário um papel mais claro nos negócios da holding. Começamos a olhar para a governança e a entender que se dedicar a esse negócio é importante. É impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Preciso dar atenção para esse negócio como um todo”, afirma.
Coutinho afirma que vinha sendo preparada para ocupar a cadeira de CEO há pouco mais de um ano. Sua prioridade, neste primeiro momento em que sua gestão é oficializada, é equilibrar continuidade e renovação. “Fui ampliando minha atuação para além da área de negócios, incluindo criação, estratégia, mídia e operação. O Edu, com muita generosidade, foi me colocando à frente dos clientes para que o movimento fosse fluido e eles se sentissem confortáveis”, conta ela, que, neste mês, foi homenageada pelo Women to Watch.
Percurso semelhante percorreu Daijó, que, assim como a CEO, está na agência desde o início. Embora estivesse, mais recentemente, focado em clientes como Itaú, JHSF e Betfair, Daijó já trabalhou junto a praticamente todas as contas da Galeria, inclusive McDonald’s, Vivo e Havaianas. Ao lado de Ziggy, terá a missão de trazer um revigor para a criação da agência, mantendo elevado o patamar do craft.
Ambos trabalharam com Urenha na DPZ&T, em períodos diferentes. mas já vêm trocando ideias sobre as particularidades de cada cliente na criação. “Temos uma sinergia muito boa. Mesmo onde discordamos, é positivo, pois vira um debate criativo produtivo. O respeito mútuo permite que a gente chegue ao melhor resultado para os clientes”, afirma Daijó.
Urenha explica que a escolha por uma dupla de CCOs é a decisão mais lógica diante do ganho de escala da agência. Ao mesmo tempo, a complementaridade das visões dos profissionais — Daijó mais voltado à direção de arte e Ziggy, ao storytelling — é algo desejável para esta nova fase.
Ziggy, cujo destino vinha sendo especulado pelo mercado desde que a Droga5 comunicou sua saída, na semana anterior, afirma que lhe chamou a atenção a ambição criativa da agência. “Esse combo me fez aceitar o desafio”, conta.