Varejo

Roupas e eletrônicos lideram lista de desejo na Black Friday

Pesquisa da Stefanini Marketing aponta que data comercial deve movimentar R$ 14,47 bilhões em vendas em 2026

i 8 de setembro de 2026 - 6h02

Black Friday

(Crédito: jeppe-gustafsson-shutterstock)

Os varejistas e lojistas podem esperar por uma Black Friday positiva neste ano. De acordo com projeções da Stefanini Marketing, a data deve movimentar R$ 14,47 bilhões em vendas em 2026, gerando 18,3 milhões de pedidos.

Apesar da tendência de crescimento no volume total de vendas, os consumidores devem estar mais atentos e econômicos na data. De acordo com projeção da companhia, que combinou análises produzida pela Gauge, Ecglobal e W3Haus, com mil respondentes, o ticket médio deve diminuir nessa Black Friday.

Enquanto em 2025, no mesmo estudo, os consumidores projetavam investir, em média R$ 808 nas compras da Black Friday, para este ano, o valor ficou em R$ 790,71.

O que os brasileiros irão comprar na Black Friday?

A pesquisa da Stefanini Marketing também apontou quais categorias tendem a ser preferidas pelos consumidores brasileiros nesta Black Friday.

Assim como aconteceu no ano passado – em que, pela primeira vez, o segmento de Moda e Calçados superou o de smartphones no volume de vendas – em 2026, a tendência é que essa preferência continue.

De acordo com o estudo, Roupas lideram as intenções de compras, com 55% da preferência, seguida por eletrônicos pessoais, com 46% das citações.

Na sequência, aparecem Beleza e Perfumaria (40%), eletrodomésticos (39%), calçados (37%) e supermercado (26%).

Na interpretação da Stefani, essas categorias indicam que, além da busca por itens de maior valor, a Black Friday também passa a ocupar, na agenda dos consumidores, o espaço de uma data para comprar de itens de uso recorrente (como alimentos e bebidas), antecipando, assim, gastos que fazem parte do orçamento das semanas ou meses seguintes.

A pesquisa avaliou, ainda, que os brasileiros se sentem, em sua maioria, confiantes em relação à Black Friday: 78% dos respondentes disseram se sentir seguros em comprar na data. Esse percentual é o maior da série histórica desse estudo da Stefanini, que é realizado há seis anos.

Pesquisa de preços e IA

Além de confiantes, os consumidores brasileiros se preparam mais para a Black Friday. No estudo, 56% das pessoas disseram que iniciam as pesquisas de itens e de preços cerca de 30 dias antes da data – o dobro do percentual registrado em 2021. Os consumidores também parecem mais aptos a identificar o que vale ou não a pena: 62% disseram ser capazes de detectar em quais promoções compensa investir.

Nesse contexto de mais preparo e capacidade para identificar boas ofertas, quem aparece como aliada dos consumidores é a tecnologia. Entre os respondentes da pesquisa, 36% disseram que já fizeram uso de recursos tecnológicos para comprar na Black Friday e, em 2026, 86% pretendem fazer uso dela para garantir boas aquisições.

E não é somente na Black Friday que a tecnologia entre em cena na pesquisa por produtos. A pesquisa apontou que, fora da data de novembro, 40% dos consumidores dizem que já recorrem ao ChatGPT ou Gemini para pesquisar produtos.