Brasil recebe evento mundial da Diageo
Final do World Class, um dos maiores encontros de coquetelaria, acontecerá em Copacabana
O Rio de Janeiro receberá pela primeira vez a final mundial do World Class, o maior evento de coquetelaria do mundo, promovido pela Diageo. O foco é impulsionar o segmento de bebidas destiladas premium e segundo Tânia Cesar, diretora de marketing da Diageo, desenvolver a cultura da coquetelaria, estimulando um serviço que, no Brasil, ainda tem muito a evoluir.
A Diageo concentra suas bebidas para o segmento de luxo na categoria chamada “Reserve”, com as marcas Johnnie Walker, Tanqueray, Don Julio, Ketel One, Cîroc e Zacapa. Esse segmento no Brasil cresceu ano passado 62%, o que aliado à maior visibilidade do País no exterior, certamente determinou a escolha do Rio para sediar desta vez a final do World Class. O evento acontecerá em julho, no Copacabana Palace e deve reunir mil pessoas.
Para as vodcas, o Brasil já é o segundo mercado da Diageo no mundo, com as marcas Ketel One e Cîroc. Esta última teve aumento de 100% de distribuição nas casas que têm ativação da marca. Antes muito exploradas em São Paulo, as marcas devem se expandir para mercados como Rio de Janeiro e Brasília. “Cîroc é uma marca muito importante. Foi lançada em 2005 e nos EUA, nos últimos três anos, chegou a um milhão de caixas vendidas”, comentou Tânia Cesar.
Enquanto a linha Reserve da Diageo cresceu os 62% citados ano passado, o mercado de luxo como um todo cresceu 33%, segundo dados da consultoria MCF, de Carlos Ferreirinha. Isso porque o imposto para bebidas destiladas chega a ser de 70%, dependendo do produto (e mesmo quando produzidas localmente).
A cada ano a companhia de bebidas tem aumentado seus investimentos em marketing no Brasil; 40% vão para ações de PDV e os outros 60% para ações digitais e eventos.
Hoje, a Diageo Brasil está entre as dez maiores subsidiárias da Diageo no mundo e até 2020 a meta é de que ocupe a quinta colocação. Com a realização do World Class na Índia, ano passado, as vendas de produtos Reserve aumentaram 140% e a expectativa no Brasil é de que chegue a 150%.
