ENTRETENIMENTO

Audiovisual nacional: cinema avança e streaming retrai

Pesquisa da Tomun analisou a produção e o consumo de produtos audiovisuais entre 2023 e 2024

i 21 de julho de 2026 - 10h36

A Tomun, empresa de inteligência de dados para o audiovisual, apresenta neste mês de julho os resultados da pesquisa “O que o Brasil assiste”, que mapeou por dois anos o que chega às telas e o que o público escolhe nos cinemas e no streaming.

Audiovisual nacional (Crédito: Chapter-41-shutterstock_2477812187)

Busca por títulos nacionais no cinema cresceu, enquanto streaming vive oscilação (Crédito: Chapter-41-shutterstock_2477812187)

O estudo considerou o período de 2023 e 2024 e combinou bases públicas com levantamentos, classificações e métricas proprietárias. No cinema, foram usados dados de bilheteria da Ancine e do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA).

Já no caso do streaming, como as plataformas não divulgam dados de audiência, a pesquisa monitorou os rankings de Top 10 de Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay, Apple TV+, Max e Paramount+, considerando a posição ocupada e o tempo de permanência nas listas.

No streaming, a pesquisa apontou que os filmes brasileiros perderam quase metade da presença nos rankings ao longo dos dois anos. O número caiu de 91 títulos registrados nos rankings de mais assistidos em 2023 para 48 em 2024. A participação nacional nos catálogos também recuou de 9,3% para 8%.

As séries brasileiras, em contrapartida, mantiveram um desempenho consistente no streaming com destaque para novelas, minisséries, produções policiais e realities.

Entre os filmes nacionais, o melhor desempenho ficou com os títulos de true crime no streaming. Já nos cinemas, o consumo de filmes nacionais aumentou. Em 2024, foram 11 milhões de ingressos vendidos a mais, na comparação com o ano anterior. A participação dos filmes nacionais na bilheteria saltou de 3% para 10,5%.

Entre os gêneros, as animações foram o destino de quatro em cada 10 ingressos vendidos em 2024. No recorte nacional, a biografia foi o gênero mais visto em 2023 e a comédia assumiu em 2024. O estudo também investigou a representatividade nas produções brasileiras.

No recorte racial, nos dois anos, três em cada 10 filmes tiveram protagonistas negros, tanto no cinema quanto no streaming. Além disso, em um uma consulta aos usuários dos recursos de acessibilidade nas salas e plataformas, dois terços afirmaram já ter deixado de assistir um filme ou série por falta das ferramentas adequadas.