Pesquisa

Brasil irá movimentar US$ 14,4 bi em vídeo digital até 2029

Relatório da MiQ aponta liderança brasileira no consumo de vídeo digital e projeta avanço do País FAST até 2029

i 24 de julho de 2026 - 6h05

Brasil vídeo digital

25 Estudo projeta alta nas receitas de vídeo digital e avanço do Brasil no mercado FAST (Crédito: Divulgação)

Além de liderar o consumo de vídeo digital na América Latina, com uma média de quatro horas diárias por usuário, o Brasil deve movimentar US$ 14,4 bilhões em receitas nesse segmento até 2029. Isso é o que revelam dados do relatório “O Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026”, que reúne dados proprietários da MiQ, empresa global de mídia programática.

Com isso, impulsionado pelo avanço da TV conectada e dos modelos de streaming financiados por publicidade, em menos de três anos, o País deverá se tornar o segundo maior mercado global de Free Ad-Supported Streaming TV (FAST), superando o Canadá, segundo projeções da Omdia, empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia.

O levantamento aponta ainda que a televisão voltou a ocupar um papel central na rotina dos consumidores da América Latina, mas de uma forma diferente. Atualmente, 95% dos usuários da região acessam conteúdo por meio de Smart TVs, enquanto 45% do tempo de consumo do YouTube na América Latina já acontece na televisão.

Além disso, a maioria dos consumidores dessa região (59%) diz preferir modelos financiados por publicidade em troca de conteúdos gratuitos ou de menor custo, fato que consolida o avanço dos modelos Advertising Video on Demand (AVOD) e FAST.

Particularidades do brasileiro

O consumidor brasileiro, por sua vez, apresenta uma característica particular: é altamente conectado. Cada domicílio no País possui, em média, 8,2 serviços de streaming, sendo 4,6 plataformas pagas e 3,6 gratuitas.

Dessa forma, impulsionado pela expansão do consumo de vídeo nesse ambiente e pelo desenvolvimento de métricas capazes de integrar televisão, dispositivos móveis e desktop, o relatório projeta um crescimento de 23,7% nos investimentos em CTV no mercado brasileiro ainda este ano.

O relatório também indica uma transformação na jornada de descoberta de conteúdo, que, agora, começa nas redes sociais e no YouTube, passa pelos dispositivos móveis e frequentemente termina na Smart TV.

Neste cenário, a recomendação social e os conteúdos esportivos ao vivo tornam-se, segundo o levantamento, essenciais para aquisição e retenção de audiência, sendo responsáveis por uma em cada três novas assinaturas de plataformas na América Latina.

Desafios do mercado

Apesar de o mercado publicitário da América Latina já ter ultrapassado US$ 40 bilhões, com o setor digital representando 56,4% dos investimentos, o relatório reforça que o principal desafio de crescimento da TV conectada é a dificuldade de mensurar alcance, frequência e resultados de forma integrada entre diferentes telas.
Por fim, o levantamento destaca que a influência passou a integrar definitivamente a jornada de decisão do consumidor, visto que 80% dos consumidores brasileiros afirmam que já compraram produtos recomendados por criadores de conteúdo. Isso, para a MiQ, reforça a necessidade de modelos de mensuração que considerem toda a trajetória do consumidor.

Metodologia

Para chegar nesses resultados, o relatório “O Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026” reuniu dados proprietários da MiQ, além de informações de mercado e projeções de diferentes fontes. Confira o levantamento completo aqui.