Grupo Sony Music lança Filtr+ para impulsionar artistas
Selo musical foca em talentos emergentes com identidade própria e conexão autêntica com o público
O Grupo Sony Music lança selo musical denominado Filtr+, que integra o ecossistema da marca de curadoria musical Filtr Music.
Com a iniciativa, a Sony quer impulsionar novos talentos a partir de recursos e contatos do grupo.
Assim, ao longo do processo, alguns dos selecionados podem ser integrados ao portfólio da Sony Music ou da Som Livre.

Capa do álbum Café PQG, do cantor O Kannalha, selecionado para integrar o programa do Filtr+ (Crédito: Divulgação)
O projeto visa artistas que já apresentam algum trabalho público e relação com a audiência que estejam em curva de crescimento ou prestes a ingressar em nova fase da carreira.
De fato, o Filtr+ oferece acompanhamento estratégico, suporte artístico e acesso às diferentes frentes de conteúdo e relacionamento de seu ecossistema para desenvolver projetos, ampliar presença e visibilidade no mercado e fortalecer posicionamento.
Impulso a novos talentos com Filtr+
Conforme o chief operating officer do Grupo Sony Music Brasil, Wilson Lannes, o trabalho começa com identificação sobre o que o artista precisa para dar o próximo passo na carreira.
Dessa forma, cada projeto terá plano próprio, construído com o artista e acompanhado pelo time de artistas e repertório do Filtr+.
Os selecionados podem contar com o alcance do Filtr no YouTube e redes de playlists em plataformas digitais para ganhar visibilidade e com o conhecimento acumulado de Filtr Music sobre comportamento das audiências, gêneros que ganham força e formas de conexão entre música e público para orientar sua estratégia.
Para o Grupo Sony Music, a iniciativa fortalece a presença da empresa e da marca Filtr Music em diversas cenas musicais ao reconhecer talentos locais em momentos importantes da sua trajetória.
Além disso, o grupo quer destacar a evolução da marca Filtr Music, que produz playlists, conteúdo audiovisual, tecnologia e experiências ao vivo.
“Ao longo dos anos, construímos uma combinação relevante de audiência, curadoria, conteúdo, tecnologia e conhecimento sobre o comportamento do público. Levar essa experiência para a descoberta e o desenvolvimento de artistas é uma evolução natural da plataforma e abre uma nova frente de negócio para o Grupo Sony Music”, explica Lannes.
O contato com novos talentos e cenas musicais também enriquece a curadoria do Filtr Music, diz.
Estratégia de seleção e atuação regional
Os times de artistas e epertório do Filtr+ e do Grupo Sony Music fazem a seleção dos talentos que integram a iniciativa.
Portanto, o estudo leva em conta a experiência desses profissionais em curadoria, conversas com profissionais da música locais para compreender movimentos culturais interessantes e dados para identificar sinais e avaliar oportunidades.
O selo busca artistas com identidade própria, repertório e conexão autêntica com o público. Não é necessário ter visibilidade.
“Muitas vezes, é justamente aí que estão as oportunidades mais interessantes”, diz o executivo do Grupo Sony Music
O processo começou no Nordeste, região na qual o Grupo Sony Music e a marca Filtr querem ampliar presença e relação com a audiência e artistas.
Conforme Lannes, o Nordeste tem gêneros, artistas e movimentos que renovam o cenário musical brasileiro e ultrapassam as fronteiras locais.
Em seguida, o grupo expandirá o projeto para as demais regiões. Não há um número limite ou meta para os artistas selecionados.
O primeiro artista a participar da iniciativa é, portanto, do Nordeste.
O cantor baiano O Kannalha lançou, este mês, o album Café PQG.
Para comunicar o lançamento, O Kannalha provocou curiosidade do público ao divulgar uma suposta marca de café e, depois, deletar todas as suas publicações nas redes sociais.
Em seguida, anunciou a parceria com o Filtr+ e o álbum. A campanha conta com influenciadores, vídeos curtos e coreografias para o lançamento do primeiro single.
Parceria e evolução de carreira
Para Lannes, o artista apresenta qualidades que o selo busca, como relação com o público, potencial para crescer, identidade, personalidade e conexão autêntica com o estilo pagodão baiano.
“A música baiana sempre teve uma capacidade muito grande de criar novas linguagens e transformar movimentos locais em fenômenos nacionais. E O Kannalha representa bem isso”, descreve.
A parceria comercial com os artistas prevê distribuição e desenvolvimento artístico.
Porém, se o trabalho for bem sucedido, o Grupo pode integrá-los aos selos Sony Music ou Som Livre em contratos de licenciamento ou cessão artística.
Para isso, a gravadora considera a evolução de cada artista, considerando repertório, identidade, relação com o público e potencial de crescimento. O modelo de acompanhamento e a duração dos contratos serão definidos de acordo com as necessidades e o estágio de cada projeto.
Os dados são considerados para entender audiência, consumo, engajamento e oportunidades de crescimento, mas a equipe avalia se o projeto conta com condições para se desenvolver nos selos do grupo. “É uma avaliação artística e de negócio, orientada pelo que fizer mais sentido para sua carreira”, explica.