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Grupo Sony Music lança Filtr+ para impulsionar artistas

Selo musical foca em talentos emergentes com identidade própria e conexão autêntica com o público

i 28 de outubro de 2026 - 14h25

O Grupo Sony Music lança selo musical denominado Filtr+, que integra o ecossistema da marca de curadoria musical Filtr Music.

Com a iniciativa, a Sony quer impulsionar novos talentos a partir de recursos e contatos do grupo.

Assim, ao longo do processo, alguns dos selecionados podem ser integrados ao portfólio da Sony Music ou da Som Livre.

Homem sem camisa deitado sobre grãos de café, com tatuagens nos braços e grãos no peito.

Capa do álbum Café PQG, do cantor O Kannalha, selecionado para integrar o programa do Filtr+ (Crédito: Divulgação)

O projeto visa artistas que já apresentam algum trabalho público e relação com a audiência que estejam em curva de crescimento ou prestes a ingressar em nova fase da carreira.

De fato, o Filtr+ oferece acompanhamento estratégico, suporte artístico e acesso às diferentes frentes de conteúdo e relacionamento de seu ecossistema para desenvolver projetos, ampliar presença e visibilidade no mercado e fortalecer posicionamento.

Impulso a novos talentos com Filtr+

Conforme o chief operating officer do Grupo Sony Music Brasil, Wilson Lannes, o trabalho começa com identificação sobre o que o artista precisa para dar o próximo passo na carreira.

Dessa forma, cada projeto terá plano próprio, construído com o artista e acompanhado pelo time de artistas e repertório do Filtr+.

Os selecionados podem contar com o alcance do Filtr no YouTube e redes de playlists em plataformas digitais para ganhar visibilidade e com o conhecimento acumulado de Filtr Music sobre comportamento das audiências, gêneros que ganham força e formas de conexão entre música e público para orientar sua estratégia.

Para o Grupo Sony Music, a iniciativa fortalece a presença da empresa e da marca Filtr Music em diversas cenas musicais ao reconhecer talentos locais em momentos importantes da sua trajetória.

Além disso, o grupo quer destacar a evolução da marca Filtr Music, que produz playlists, conteúdo audiovisual, tecnologia e experiências ao vivo.

“Ao longo dos anos, construímos uma combinação relevante de audiência, curadoria, conteúdo, tecnologia e conhecimento sobre o comportamento do público. Levar essa experiência para a descoberta e o desenvolvimento de artistas é uma evolução natural da plataforma e abre uma nova frente de negócio para o Grupo Sony Music”, explica Lannes.

O contato com novos talentos e cenas musicais também enriquece a curadoria do Filtr Music, diz.

Estratégia de seleção e atuação regional

Os times de artistas e epertório do Filtr+ e do Grupo Sony Music fazem a seleção dos talentos que integram a iniciativa.

Portanto, o estudo leva em conta a experiência desses profissionais em curadoria, conversas com profissionais da música locais para compreender movimentos culturais interessantes e dados para identificar sinais e avaliar oportunidades.

O selo busca artistas com identidade própria, repertório e conexão autêntica com o público. Não é necessário ter visibilidade.

“Muitas vezes, é justamente aí que estão as oportunidades mais interessantes”, diz o executivo do Grupo Sony Music

O processo começou no Nordeste, região na qual o Grupo Sony Music e a marca Filtr querem ampliar presença e relação com a audiência e artistas.

Conforme Lannes, o Nordeste tem gêneros, artistas e movimentos que renovam o cenário musical brasileiro e ultrapassam as fronteiras locais.

Em seguida, o grupo expandirá o projeto para as demais regiões. Não há um número limite ou meta para os artistas selecionados.

O primeiro artista a participar da iniciativa é, portanto, do Nordeste.

O cantor baiano O Kannalha lançou, este mês, o album Café PQG.

Para comunicar o lançamento, O Kannalha provocou curiosidade do público ao divulgar uma suposta marca de café e, depois, deletar todas as suas publicações nas redes sociais.

Em seguida, anunciou a parceria com o Filtr+ e o álbum. A campanha conta com influenciadores, vídeos curtos e coreografias para o lançamento do primeiro single.

Parceria e evolução de carreira

Para Lannes, o artista apresenta qualidades que o selo busca, como relação com o público, potencial para crescer, identidade, personalidade e conexão autêntica com o estilo pagodão baiano.

“A música baiana sempre teve uma capacidade muito grande de criar novas linguagens e transformar movimentos locais em fenômenos nacionais. E O Kannalha representa bem isso”, descreve.

A parceria comercial com os artistas prevê distribuição e desenvolvimento artístico.

Porém, se o trabalho for bem sucedido, o Grupo pode integrá-los aos selos Sony Music ou Som Livre em contratos de licenciamento ou cessão artística.

Para isso, a gravadora considera a evolução de cada artista, considerando repertório, identidade, relação com o público e potencial de crescimento. O modelo de acompanhamento e a duração dos contratos serão definidos de acordo com as necessidades e o estágio de cada projeto.

Os dados são considerados para entender audiência, consumo, engajamento e oportunidades de crescimento, mas a equipe avalia se o projeto conta com condições para se desenvolver nos selos do grupo. “É uma avaliação artística e de negócio, orientada pelo que fizer mais sentido para sua carreira”, explica.