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CEO da Endemol Shine: “O reality é uma paixão nacional”

Nani Freitas fala da renovação da parceria com a Globo, de MasterChef e da criação de formatos para marcas

i 27 de outubro de 2026 - 6h03

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, fala sobre projetos originais e a expansão dos negócios da produtora (Crédito: Divulgação)

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, fala sobre projetos originais e a expansão dos negócios da produtora (Crédito: Divulgação)

A Endemol Shine Brasil e a Globo ampliaram a parceria para desenvolver novos formatos de entretenimento com potencial de distribuição internacional. A relação entre as empresas já inclui programas como Big Brother Brasil, No Limite e The Masked Singer.

“Estamos unindo as expertises criativas de duas grandes potências para criar formatos grandiosos que tenham a força necessária para viajar pelo mundo”, diz Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil.

Pelo acordo, a Globo terá prioridade na exploração dos formatos cocriados em seus canais e plataformas, enquanto a Banijay, grupo do qual a companhia faz parte, ficará à frente da distribuição em outros mercados.

A parceria também não altera o trabalho com outras emissoras e plataformas, como nos realities Casamento às Cegas, da Netflix, e Quilos Mortais, da Warner.

“O reality show é uma verdadeira paixão nacional. O Brasil consome esse gênero como poucos, independentemente do formato. Para um programa durar muitas temporadas, precisa ter elementos simples e fortes, que sustentem sua dinâmica, além de refletir a cultura local, respeitar a diversidade e os costumes de cada país e contar histórias humanas autênticas, com as quais o público consiga se identificar”, explica Nani. 

O case MasterChef 

Com 29 temporadas produzidas no Brasil, MasterChef, que tem contrato com a Band até o final de 2027, é um dos exemplos da distribuição de um formato em diferentes canais, destaca Nani.

Além da exibição na emissora, a atração também está disponível no Bandplay, na HBO Max, no Discovery Home & Health, na Pluto TV e no Amazon Prime Video.

Já no YouTube, a produtora publica conteúdos complementares, como bastidores e o MasterChef Creators, voltado a criadores de conteúdo.

“Construímos uma comunidade digital gigante. A presença do programa também ultrapassa a tela. Na casa das pessoas, quando alguém faz um prato bonito, logo dizem: ‘Nossa, isso é muito MasterChef’”, fala a CEO. 

Atualmente, está no ar a 6ª temporada do MasterChef Profissionais, que teve sua primeira exibição em 2016.

Formatos originais para marcas

A companhia também desenvolve projetos para anunciantes e atua em outras frentes de negócios,

São frentes como conteúdo digital, branded content, licenciamento e eventos ao vivo, além da representação comercial de talentos que participam de seus programas.

Segundo a executiva, a empresa cria mais formatos originais a partir do briefing de uma marca do que adapta formatos existentes.

Um dos exemplos é Cabelo Pantene, desenvolvido para a Procter & Gamble.

Criado para o canal digital da marca, o reality, de fato, passou pela MTV e pelo SBT e chegou à sexta temporada em Portugal.

A produtora também criou Fora da Rota, para Stella Artois, Ilhados com Beats, para a Ambev, e O Próximo Nº 1 VillaMix, adaptação de um formato original da Endemol Shine North America.

Ainda, mais recentemente, desenvolveu a sitcom vertical As escolhas de Emilia, para a LATAM, e produziu microdramas digitais para a companhia.

“Quando desenhamos uma propriedade intelectual para uma marca, já a concebemos pensando em como ela pode se desdobrar de um corte de 15 segundos para as redes sociais até uma versão estruturada de 30 minutos para a televisão”, explica.

Departamento criativo

O desenvolvimento dos projetos envolve departamento criativo que trabalha em conjunto com a área comercial, além de salas de roteiro e profissionais convidados para colaborar nas discussões.

“Acreditamos que a diversidade atrás das câmeras, de gerações, vivências e repertórios, é o que enriquece a criação e garante que ela chegue forte à tela”, disse.

“Eu, pessoalmente, torço muito pelo sucesso dos nossos concorrentes, pois quanto mais o mercado consome e vende realities e projetos de não ficção, melhor é para toda a indústria audiovisual brasileira”, completa.