Vivo fecha parceria com Starlink e amplia sinal via satélite
Acordo comercial estende a rede celular para locais isolados por meio de constelação de comunicação orbital

Com tecnologia da Starlink, clientes da Vivo podem enviar mensagens e acessar mapas em locais sem sinal (Crédito: Divulgação)
A Vivo anunciou o lançamento do serviço Vivo Satélite no mercado brasileiro, estruturado a partir de uma parceria comercial e tecnológica com a Starlink Mobile, divisão da SpaceX. O acordo permite que a infraestrutura de satélites no modelo direct-to-device (satélite para aparelho) atue como uma extensão da rede de antenas terrestres da operadora.
A tecnologia viabiliza a transmissão de dados em locais desprovidos de cobertura celular convencional, como rodovias, áreas rurais e regiões isoladas. Na fase inicial de implementação, o acesso estará limitado a funções básicas, como envio de mensagens de texto e áudio por aplicativos específicos, navegação em mapas e chamadas de voz via app.
Elegibilidade e mecânica de conexão
A conexão é estabelecida de forma automática em smartphones compatíveis assim que o aparelho perde o sinal das antenas terrestres e passa a operar sob visibilidade direta do céu. A empresa informou que a fase de estreia contempla cerca de 50 milhões de acessos, abrangendo planos pós-pagos, controle e clientes pré-pagos com perfil específico de recarga.
A gratuidade da ferramenta foi fixada temporariamente em 12 meses para o segmento de pessoas físicas e em três meses para contas corporativas. O portfólio de aplicações liberadas no lançamento inclui plataformas como WhatsApp, iMessage, RCS, SMS, Google Maps e Apple Maps.
Rede complementar e planos futuros
Embora a cobertura móvel terrestre da operadora atinja 98% da população, extensas áreas do território nacional permanecem sem infraestrutura de antenas devido a barreiras geográficas ou inviabilidade econômica. A integração da constelação de satélites busca preencher esses vazios de sinal sem a necessidade de instalação de novas torres de transmissão.
Segundo os termos do acordo divulgados pelas empresas, a oferta de dados em alta velocidade depende da implantação da próxima geração de satélites da SpaceX. A evolução da frota orbital deve liberar novos recursos de tráfego de dados para a base de assinantes em etapas subsequentes.