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No caminho de busca pela maturidade, entre o feeling e a comprovação de resultados, as martechs injetam exatidão e credibilidade no marketing de influência


17 de maio de 2021 - 14h17

(Crédito: venimo/istock)

A união do marketing com a tecnologia é tão intrínseca que fica até difícil dissociar uma coisa da outra. Na indústria de comunicação, que ama neologismos, esse casamento tem gerado categorias férteis de empresas promissoras, entre as quais as martechs e adtechs. É inegável a contribuição que diversas novas empresas de marketing digital abastecidas de recursos tecnológicos e conceitos de transformação digital têm dado ao setor.

A plataforma de inovação Distrito monitora a ascensão das startups desses segmentos e suas oportunidades emergentes, nutridas mais recentemente pelo ganho de valor às que se dedicam ao trato de dados e a soluções alternativas para driblar o distanciamento físico ocasionado pela pandemia. Em seu recém-lançado Inside Martech Report, a empresa aponta que, no Brasil, as categorias de dados e social cresceram respectivamente, 36% e 30%, em relação ao estudo anterior, de março de 2021.

É nesse contexto que ganham corpo as influencetechs, as startups que investem em tecnologias que auxiliam os criadores a transformarem conteúdo e comunidade em negócios.

Ao tema se dedica a reportagem que merece o destaque principal na capa da edição semanal de Meio & Mensagem: a injeção de precisão e escala dada pelas martechs ao marketing de influência. A atividade já consolidada nas estratégias dos grandes anunciantes chega a ser o foco único para muitas pequenas marcas. Especialmente no primeiro caso, as martechs — ou influencetechs, como preferirem — têm papel de proa na resolução de problemas como a falta de padrões claros de veiculação e mensuração e a pouca disseminação de boas práticas, obstáculos que não devem impedir o seu crescimento global de 40% em 2021, de US$ 9,7 bilhões para US$ 13,8 bilhões, pelas projeções da Statista, consultoria alemã de mercado e de consumo.

No caminho de busca pela maturidade, entre o feeling do passado e a comprovação de resultados do futuro, as martechs contribuem para que o marketing de influência corrija rotas nebulosas e se guie por exatidão e credibilidade.

O noticiário sobre martechs e adtechs tem ganhado relevância, na medida em que toda a indústria se interessa e debate mais as questões a elas inerentes. Esse segmento do mercado é acompanhado pela editoria ProXXIma, no site de Meio & Mensagem, e tem ganhado espaços em todas as nossas plataformas de conteúdo.

Em abril, estrearam os quatro episódios da série “Por dentro das martechs”, disponíveis em nosso canal de vídeos, que mostram como a atração, o engajamento, as vendas e a fidelização de clientes pautam boa parte da tecnologia aplicada ao marketing, e que essa adequação precisa ocorrer balizada por dados e criatividade.

No final de março, as influencetechs foram abordadas no webinar “Você já aprendeu a calcular o ROI do marketing de influência?”, com Ana Paula Passarelli, cofundadora e COO da Brunch, disponível no site para assinantes. Nele, a especialista detalha metodologias para medir a eficácia de projetos e campanhas e para embasar a curadoria de influenciadores digitais para as marcas.

Como atrai cada vez mais verbas de marketing, a evolução do mercado de influenciadores é importante para que as marcas evitem o desperdício e a dispersão de recursos. Neste aspecto, são cruciais inciativas que as afastem de conteúdos nocivos, as aproximem de possibilidades de engajamentos verdadeiros e as desviem da imaturidade e do deslumbramento dos que perseguem o estrelato a qualquer custo nas redes sociais.

*Crédito da foto no topo: pexels-francesco-ungaro-281260

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