Mobile e a intimidade com o consumidor. Por Patricia Lorenzino
Apoiar todo o processo de compra do cliente, desde o momento de pesquisas até a tomada de decisão é onde reside o valor real
POR PATRICIA LORENZINO, head of business development da Vizury para Brasil e América Latina
Nos dias de hoje não existe “acessório” mais íntimo de todos nós do que o celular. Podemos esquecer qualquer coisa em casa, mas o celular é artigo fundamental. Ali carregamos todos os contatos, todas as anotações, e-mails, fotos, planos, compras, fitness targets… enfim… é nosso momento da verdade e da intimidade.
No contexto de negócios, como as empresas de e-commerce e bens de consumo estão se preparando para estar neste momento de tamanha intimidade?
De acordo com uma pesquisa realizada pela Ipsos Media CT, 26% da população brasileira já possui smartphone e usam o aparelho de forma contínua, inclusive enquanto fazem outras atividades (91%). 89% procuram informações locais e 90% usam estas informações para influenciar a tomada de decisão, como fazer uma compra ou entrar em contato com uma empresa.
Apesar do volume de vendas via mobile ainda ter uma baixa representatividade em muitas das categorias de e-commerce, 30% dos usuários já realizaram compra a partir do celular.
Se pensarmos que os adolescentes de hoje já passam a maior parte de seu tempo plugados em um mobile e estabelecem todas as suas conexões por meio de seu smartphone / tablet, não é mais possível fugir desta plataforma. Passa a ser mandatório ter uma estratégia crescente em mobile.
O consumidor quer ter uma boa experiência de compra, e, se possível, ser “servido” de promoções, produtos e informações que realmente façam sentido para ele. Portanto, a primeira pergunta é: como está a navegabilidade e facilidade de compra através das conexões mobile? O que vemos é que os investimentos que foram feitos nos últimos três anos por empresas de todo o mundo não apresentaram grandes experiências de compra para o consumidor. Apoiar todo o processo de compra do cliente, desde o momento de pesquisas até a tomada de decisão é onde reside o valor real. É onde se torna possível não ter simplesmente um comprador, fazendo leilões entre varejistas, mas sim, um cliente fiel.
As ofertas que hoje são apresentadas muitas vezes acontecem após o processo de decisão e até de compra do produto. As empresas precisam usar a tecnologia e a inteligência de dados para se antecipar. Isso só é possível interagindo e conhecendo o consumidor.
O mobile permite que novas experiências se deem em paralelo ao processo de pesquisa. Para que exista esta troca e o cliente se sinta a vontade em mostrar mais sobre ele é preciso que a empresa esteja aberta e preparada. E isso, envolve, necessariamente, inteligência de conteúdo e comportamento. Estar pronta para este momento íntimo e no qual o cliente quer falar mais sobre suas vontades, necessidades e desejos.
Existe um grande mix de soluções mobile para isso e é possível integrar o que já se sabe através de web tradicional e desenhar esta estratégia.
Hoje não do dá para separar web tradicional, social e mobile porque o consumidor interage através das de todas as plataformas. O que temos que ter consciência é que pelo mobile estamos em sua intimidade…cabe a cada empresa saber como usar isso de forma a beneficiar esta relação e criar uma experiência única.