Mulheres viram maioria nas agências, mas ganham menos
Estudo da Pride Content analisa dez anos de vínculos e remuneração nas agências de publicidade

Mulheres são maioria na área de criação, mesmo sendo minoria nas agências (Crédito: Divulgação)
Estudo da Pride Content, elaborado a partir de microdados da RAIS/PDET, aponta que as mulheres passaram a representar a maioria dos profissionais com vínculo formal nas agências de publicidade brasileiras na última década.
O levantamento ainda revela que essa mudança ocorreu em um período em que a remuneração do setor recuou para ambos os gêneros. Entre 2014 e 2024, a participação feminina passou de 48% para 55,5% dos vínculos formais.
Apesar da queda salarial, de 19,1% entre as mulheres e 18,8% entre os homens, a desigualdade permanece entre os profissionais mais bem pagos. No grupo dos 10% com maiores salários, os homens recebem de 8,7% a 18,6% mais do que as mulheres. Nas agências de São Paulo, a média salarial dos homens na área é 20,9% superior à das mulheres.
Já na área de criação registrou o maior crescimento da participação feminina entre as ocupações analisadas, as mulheres passaram de 27% para 42%, mas ainda permanecem minoritárias.
Intitulado “Presença não é poder”, o estudo analisa dez anos de remuneração em sete áreas das agências. A pesquisa considera apenas profissionais contratados via CLT, com salários corrigidos pela inflação, excluindo PJs, freelancers e informais.