IBM Brasil lidera ranking de melhores empresas para LGBTQIA+

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IBM Brasil lidera ranking de melhores empresas para LGBTQIA+

Levantamento do Great Place to Work estipulou índices de confiança de colaboradores e quesitos como oportunidade de crescimento e valores

Giovana Oréfice
1 de julho de 2021 - 17h51

Funcionários relataram quesitos como orgulho, receptividade das pessoas e a contribuições para a comunidade (Crédito: Pixelfit/iStock)

O ambiente de trabalho é onde profissionais passam a maior parte do tempo de seus dias. Em âmbito geral, portanto, é fundamental que as empresas ofereçam uma boa qualidade de vida para seus colaboradores a fim de tornar a experiência profissional a melhor possível. A discussão ganha ainda mais visibilidade quando o assunto é a qualidade do ambiente para a comunidade LGBTQIA+. A Great Place To Work (GPTW) listou as dez melhores companhias nesse sentido, através de uma análise realizada em duas etapas. A IBM Brasil aparece no topo da lista, como a melhor empresa para pessoas LGBTQIA+ trabalharem.  

Para chegar ao ranking, a consultoria analisou 101 companhias em aspectos como oportunidade de crescimento, qualidade de vida, alinhamento de valores, respeito, credibilidade dos líderes em gerenciar pessoas e administrar negócios, imparcialidade dos gestores, nível de orgulho dos funcionários de exercer a profissão e trabalhar na empresa e camaradagem entre os colegas de trabalho, além da presença de sentimento de equipe e remuneração. O estudo foi apoiado com entrevistas realizadas com 313.300 colaboradores. Das empresas avaliadas, todas têm o mínimo de 30 funcionários LGBTQIA+, representando peso de 40% na classificação. 

Em segundo lugar no ranking, após a IBM Brasil, aparece a Bristol Myers Squibb, seguida pela Accor, EY e pela Accenture. Todas as companhias do ranking foram avaliadas com base em práticas culturais, que foram levadas em consideração com peso de 60%. As dez empresas têm uma média de 48 anos de existência cada e 90% permitem que os colaboradores participem de programas de voluntariado durante o período de trabalho e a mesma porcentagem possui um responsável no combate à discriminação e promoção da diversidade.

Em relação aos membros da comunidade LGBTQIA+, das 101 companhias, 43% têm entre 26 e 34 anos; 28% entre 35 e 44 e 15% até 25 anos. Em menores quantidades estão aqueles entre 45 e 54 anos (11%) e apenas 3% têm idade superior a 55 anos. De todos esses profissionais, mais da metade possui ensino superior completo (53%), mas somente 19% são pós-graduados. O mesmo percentual têm superior incompleto; 8% deles não completaram o ensino médio e 2% contam com ensino fundamental completo ou menos. 

Entre os indicadores de destaque para a medição de resultados, 4% aparecem em rotatividade por ano nas companhias ranqueadas, das quais 70% contam com programas de bolsas de estudo para graduação, pós-graduação ou cursos de idioma. Em relação ao crescimento dentro da empresa, foram citadas a promoção no período de um ano (10% dos colaboradores). Além disso, metade das empresas destacadas disponibiliza verba para desenvolvimento e 90% contam com universidade interna e oferecem programas de coaching e mentoria. 

O restante da lista do Great Place to Work, do sexto lugar em diante, é preenchido por CI&T, Banco Bradesco, Cognizant, Santander e Takeda Distribuidora. Todas as dez foram classificadas também a partir da satisfação dos profissionais citam o orgulho; receptividade das pessoas e a forma pela qual se contribui para a comunidade; segurança física para trabalhar; e imparcialidade em termos de cor ou etnia, orientação sexual, sexo, idade, gênero e orientação sexual.

**Crédito da imagem no topo: Mercedes Mehling/Unsplash

 

 

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