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Extrafarma pode ter fundo como sócio

Texas Pacific Group, Warburg Pincus, Kinea e 3i podem ser os supostos compradores de uma fatia de 30% da rede de farmácias paraense Extrafarma

i 1 de fevereiro de 2013 - 9h22

Os fundos de investimento norte-americanos Texas Pacific Group (TPG) e Warburg Pincus, além do Kinea (Itaú) e o inglês 3i são os quatro prováveis candidatos à compra de 30% da rede de farmácias Extrafarma, negócio que segundo informações apuradas pelo jornal Valor Econômico, deve ser concluído até o próximo mês de março. Pertencente ao grupo Imifarma, controlado pela família Lazera, de Belém (PA), a Extrafarma pretende inaugurar 70 unidades até 2016 nas regiões Norte e Nordeste, onde já atua com 180 unidades. Com vendas de R$ 915 milhões em 2012, a drogaria paraense é um dos principais players da região, ao lado da rede Big Ben, da Brazil Pharma, operação de varejo farmacêutico do BTG Pactual, de André Esteves.

Outro negócio que pode estar correndo pelos bastidores do varejo farmacêutico brasileiro é a suposta aquisição de 80% da Onofre pela CVS Caremark, a maior empresa do setor nos Estados Unidos. Apesar de pulverizado, o mercado nacional acumula vendas líquidas de R$ 20,6 bilhões em 2011, alta de 26% ante o exercício anterior, segundo a Abrafarma. O crescimento pelo menos duas vezes maior em relação aos mercados desenvolvidos tem atraído a atenção de gigantes internacionais, como a Walgreens, outra americana que pode estar se preparando para chegar ao Brasil.

Somada à recente movimentação da Profarma, os planos de expansão da Onofre, fundada há mais de 70 anos pela família Arede, e da Extrafarma, que nasceu em 1960 como distribuidora de medicamentos e lançou sua operação no varejo na década de 90, lembram a onda de associações iniciada em 2011, quando ocorreram as fusões entre Drogasil e DrogaRaia, Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco, além da compra de diversas redes regionais pela BR Pharma. A mineira Araújo, com mais de 106 anos de história, e a gaúcha Panvel, no mercado há quase 40 anos, podem ser os próximos alvos tanto de cadeias nacionais como estrangeiras.

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