O que está por trás da venda da Marc Jacobs pela LVMH
Em meio a desafios no mercado de luxo, grupo francês vende marca à WHP Global e G-III em acordo avaliado em até US$ 1 bilhão
A LVMH irá vender a grife Marc Jacobs à joint venture formada pela gestora WHP Global e a G-III Apparel Group.
Norte-americanas, são donas de marcas como Vera Wang, Karl Lagerfeld e Sonia Rykiel, e estão levantando até US$ 850 milhões para financiar a transação, avaliada em US$ 1 bilhão.

Marc Jacobs tem 280 lojas pelo mundo (Crédito: Gina HSU/Shutterstock)
Após a concretização do acordo, terão partes iguais da grife. Em comunicado, a G-III indica que estará à frente das operações do negócio, enquanto a WHP Global será a responsável pela administração das operações de licenciamento.
A adição da marca ao portfólio de moda premium renderá à WHP Global mais de US$ 9,5 bilhões em vendas globais no varejo.
O movimento ocorre em meio à desaceleração do mercado de luxo, que vem sendo afetado pela guerra no Oriente Médio. A francesa aponta que o conflito já implicou na redução das vendas em pelo menos 1% no trimestre passado.
Segundo a Reuters, a LVMH já considerava a venda junto a potenciais compradores, que incluíam também a Authentic Brands Group, detentora da Reebok.
O veículo indica para uma tendência do setor de luxo em meio ao cenário desafiador, em que grandes conglomerados vêm buscando racionalizar ativos não essenciais, enquanto gestoras de marcas e fabricantes miram na acessibilidade do luxo.
Fundada em 1984 em Nova York, nos Estados Unidos, a Marc Jacobs integrava o portfolio do grupo da LVMH há quase 30 anos. Nesta nova etapa, Jacobs segue ocupando o posto de diretor criativo, contribuindo para a perpetuidade da visão de marca, coleções e desfiles. Ao todo, são mais de 280 lojas pelo mundo, com presença em 60 países.
Espera-se que a transação seja concluída ainda este ano.