Comportamento

Aos 35 anos, Marie Claire quer espelhar transformaçao feminina

Publicação da Editora Globo celebra aniversário com projeto “Marie Claire Legados”, que passará por quatro cidades, e reforça aposta da marca em comunidades

i 29 de maio de 2026 - 10h30

Marie Claire busca através novo projeto reforçar o movimento que faz parte da essência da revista. (Crédito: Divulgação)

Marie Claire busca através novo projeto reforçar o movimento que faz parte da essência da revista. (Crédito: Divulgação)

A Marie Claire Brasil, da Editora Globo, acaba de completar 35 anos. Para comemorar, a marca jornalística lança o projeto “Marie Claire Legados”, que busca discutir o impacto do protagonismo feminino nos negócios, política, cultura e outros temas.

A ação marca uma parceria editorial entre Marie Claire, O Globo e Valor Econômico, reunindo diferentes frentes do grupo em uma cobertura multiplataforma.

O projeto contará com quatro encontros, que serão realizados em quatro cidades brasileiras. Cada edição tratará de um tema ligado ao futuro da liderança feminina no Brasil.

Em São Paulo a revista promoverá debates sobre Carreira, Dinheiro, Negócios e Inovação. No Rio de Janeiro os temas são Cultura, Criatividade e ESG. Já Brasília abordará Direito, Justiça e Representatividade, enquanto Goiânia sediará o encontro Agro: do Campo ao Mercado Global.

Nesse contexto, a marca segue entusiasmada e busca através dos encontros reforçar o movimento que faz parte da essência da revista, a conexão de diferentes mulheres por meio de temas relevantes.

“A proposta de ‘Legados’ é justamente criar encontros capazes de refletir a diversidade do Brasil contemporâneo, conectando diferentes universos femininos por meio de conversas relevantes, experiências e trocas que unem inteligência, influência e transformação social.”, revela Maria Rita, diretora de redação da Marie Claire Brasil.

Vozes femininas em destaque

Há 35 anos, a revista procura dar visibilidade às mulheres, seja por meio de temas como moda, comportamento, cultura ou política, consolidando-se como referência no mercado editorial.

Mesmo consolidada no mercado, a publicaçao precisou se adaptar as mudanças do setor e as transformações culturais ao longo dos anos. Segundo Maria, Marie Claire sempre teve como propósito defender os direitos das mulheres e buscou manter seu posicionamento alinhado ás pautas da sociedade.

“À medida que a sociedade brasileira foi avançando e ampliando o debate sobre essas questões, a Marie Claire também foi ampliando sua representação. Isso aconteceu tanto no conteúdo quanto na estética da revista. Em moda e beleza, por exemplo, passamos a trabalhar cada vez mais com diversidade de corpos, raças, idades e trajetórias de vida, buscando uma representação mais plural da mulher contemporânea.”, relata Maria.

Do impresso para o digital

Para se manter viva em um mercado tão competitivo, a revista vem investindo fortemente nas mídias digitais há mais de uma década. Nos últimos anos, a Marie Claire procurou estruturar uma redação totalmente voltada para o consumo contemporâneo, ligada diariamente a cobertura de tendências, notícias e conversas do mundo feminino. Além do investimento em vídeos autorais, colaborações e conteúdos sobre comportamento e cultura.

Atualmente, o faturamento da marca vindo da mídia digital e da audiência ultrapassou o da mídia impressa e dos próprios eventos, evidenciando a transição do negócio.

Futuro da Marie Claire

Segundo Maria, o futuro da marca passa pela ideia de comunidade e curadoria, em um cenário em que as empresas de mídia precisam ir além da produção de conteúdo.

“Hoje, mais do que produzir conteúdo, as marcas precisam criar conexões reais com a audiência, é essa a nossa busca”, afirma.

Nos últimos anos, a revista investiu em formatos como vídeo, newsletters autorais, eventos proprietários e conteúdo para redes sociais, além de ampliar sua cobertura em temas ligados à saúde feminina, bem-estar, carreira, empreendedorismo, longevidade, beleza e autonomia financeira.

Outro movimento estratégico é a aproximação de creators, especialistas e novas vozes, incorporando uma linguagem mais conectada ao cotidiano da audiência, sem renunciar à profundidade editorial.