Mídia

Após Weinstein, Amazon também enfrenta caso de assédio

Head da Amazon Studios foi acusado de assediar produtora de série

i 13 de outubro de 2017 - 11h43

Líder da Amazon Studios assediou produtora durante gravações da série “The Man in the High Castle” (Crédito: Reprodução)

A Amazon.com Inc afastou Roy Proce, head da Amazon Studios – a unidade de TV e filmes da companhia – de suas atividades após uma denúncia de assédio sexual. A produtora Isa Hackett deu uma entrevista do The Hollywood Reporter na qual revela que, há dois anos, sofreu assédio de Proce durante a produção da série “The Man in the High Castle”.

A revelação do caso acontece na mesma semana em que Hollywood foi surpreendida por uma enxurrada de denúncias e relatos de atrizes, produtora e outras profissionais ligadas à indústria do cinema contra o produtor cinematográfico Harvey Weinstein, um dos mais fortes nomes do cinema norte-americano. Weinstein foi demitido do estúdio que leva seu nome nos últimos dias.

A Amazon decidiu tomar providências contra Proce após ter iniciado uma investigação interna, finalizada em agosto, com base em relatos fornecidos por Isa Hackett. Segundo a produtora, Proce teria lhe direcionado diversos comentários com conotação sexual, fato que ela reportou aos líderes da companhia.

Em paralelo a esse caso, a atriz Rose McGowan, uma das autoras das denúncias conta Weinstein, postu em seu Twitter que havia alertado a Amazon para não trabalhar com o produtor de cinema, mas que seu comentário havia sido ignorado.

Oficialmente, a Amazon diz que Roy Proce, head de TV e filme, “foi afastado efetivamente de seu posto”. Sobre Weinstein, a companhia alegou que está revendo as opções de trabalho que havia iniciado com sua produtora, a Weinstein Co.

A acusação contra o head da Amazon mostra como o escândalo de Harvey Weinstein, que eclodiu na semana passada, está reverberando em toda a indústria do audiovisual de Hollywood e encorajando outros mulheres a contarem sobre suas experiências. Isa Hackett disse ao Hollywood Reporter que se sentiu encorajada em relatar seu caso de assédio após ter ouvido relatos de outras mulheres sobre Weinstein.

O caso, de certa forma, abala a estrutura da divisão de TV e filmes da Amazon, cujo planejamento é investir cerca de US$ 4 bilhões em 2017 na produção de conteúdo exclusivo e premium.

Com informações da Bloomberg e do Advertising Age