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Cade conclui análise da fusão entre Paramount e Warner

Autoridades brasileiras e europeias chancelam o negócio, mas estados americanos e sindicatos contestam a união

i 29 de julho de 2026 - 17h50

Nesta quarta-feira, 29, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concluiu sua análise técnica sobre a fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance.

Tela de celular mostrando ícones dos apps Paramount e Warner Bros.

Paramount anunciou a compra da Warner por o valor de US$ 111 bilhões em abril (Crédito: Koshiro K Shutterstock)

O conselho havia aprovado a fusão no Brasil no início do mês, declarando que não havia restrições ou exigências para a fusão ou riscos para a concorrência.

Com a aprovação, o Cade deu aos concorrentes um período de 15 dias para recorrer da decisão da instituição por meio de recursos. Nenhuma empresa o fez.

Com a finalização do prazo e da análise técnica, ambas as empresas podem iniciar a fusão no Brasil.

A Comissão Europeia também aprovou a união.

Adiamento à fusão Warner-Paramount nos EUA

Já nos Estados Unidos, o processo ganhou um prazo mais longo. Doze estados alegam que a fusão cria uma empresa com grande poder de influenciar o preço de programas de televisão e filmes.

A juíza distrital dos EUA, Araceli Martínez-Olguín, afirmou que os estados apresentaram argumentos sólidos sobre redução da concorrência no mercado.

Na terça-feira, 28, o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores, dubladores, cantores, modelos e jornalistas de rádio e TV, demonstrou apoio à intervenção do governo dos Estados Unidos no acordo entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance.

A Paramount concordou em adiar a aquisição para quando a ação dos estados tiver fim, o que deve acontecer até junho de 2027. O fim da fusão estava previsto para 30 de setembro.

A postergação pode fazer com que a Paramount pague US$ 1,7 bilhão em taxas de atraso aos acionistas da Warner.