Copa: 71% dos espectadores de CTV se interessam pelo Mundial
Estudo da Comscore revela que esporte ao vivo impulsiona o streaming e transforma o consumo crossmedia no País

Interesse pela Copa de 2026 impulsiona migração de torcedores para modelos de TV digital e multiplataforma (Crédito: Rawpixel.com/Shutterstock)
A proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 acelera mudanças estruturais no mercado de mídia esportiva brasileiro. Dados de outubro de 2025, referentes a um estudo feito pela Comscore, indicam que o esporte ao vivo se tornou um dos maiores motores para a expansão do streaming no País.
Atualmente, 67% da população online brasileira utiliza aparelhos de TV conectada (CTV) para acessar conteúdos e o interesse pelo próximo Mundial já atinge 71% dessa base de usuários.
Fragmentação da audiência
O cenário atual revela um ecossistema de plataformas cada vez mais pulverizado e complexo. Em média, os domicílios brasileiros acessam 8,9 serviços de streaming diferentes, alternando entre plataformas por assinatura, canais gratuitos com publicidade (FAST) e transmissões abertas no ambiente digital.
O levantamento aponta que 39% dos brasileiros assinaram ao menos um serviço motivados especificamente por competições esportivas, enquanto 95% do público de TV conectada consome futebol regularmente.
Novos hábitos de consumo
A forma como o torcedor interage com o conteúdo também mudou, com o YouTube e canais especializados, como CazéTV, GE TV e TNT Sports, registrando crescimentos expressivos em horas assistidas.
Além da migração entre telas, o comportamento do espectador é marcado pela aceitação de anúncios: 56% do público prefere modelos que exibem publicidade em troca de mensalidades reduzidas ou acesso gratuito.
O consumo de esportes mantém ainda um forte caráter social, com 51% dos entrevistados afirmando que assistem às partidas acompanhados de outras pessoas.
Desafios de mensuração
A diversidade de plataformas e formatos cria um desafio logístico para o mercado publicitário e para a análise de audiência. Com torcedores transitando entre TV linear e digital ao longo de uma mesma partida, o entendimento da jornada do consumidor torna-se mais difícil.
A expectativa é que o Mundial de 2026 sirva como um marco para a indústria, exigindo métricas que consigam traduzir o impacto real das campanhas em ambientes fragmentados, onde a decisão do que assistir pode levar quase 30 minutos devido à abundância de opções disponíveis.