Meta amplia iniciativas sobre contas de adolescentes
Big tech lança campanha e cartilha com informações sobre recursos do Instagram para jovens e responsáveis
A Meta estreou nesta semana uma campanha sobre as Contas de Adolescente no Brasil.
Estrelada pela atriz Ingrid Guimarães ao lado de sua filha, a peça reforça a necessidade da supervisão dos pais e as ferramentas automáticas do Instagram para a proteção de jovens dos 13 aos 17 anos.

Ingrid Guimarães protagoniza campanha sobre Contas de Adolescente do Instagram (Crédito: Reprodução)
A gigante da tecnologia também apresenta uma cartilha digital que reúne e clarifica as principais questões sobre os mecanismos da rede social. Ao serem ativadas, as Contas de Adolescente conta com limites automáticos sobre usuários que podem entrar em contato, mencionar ou marcar os adolescentes, bem como que tipos de conteúdos podem ser visualizados.
A supervisão parental permite que os pais e responsáveis acompanhem as conversas da conta na última semana — ainda que não tenham acesso ao conteúdo das mensagens para proteger a privacidade dos adolescentes –, definam limites de horário de uso e bloqueiem horários de acesso, entre outras funções.
O lançamento das iniciativas foi marcado pela reunião de especialistas e criadores de conteúdo, promovida pela Meta, para debater sobre o papel de plataformas, pais, educadores e creators em proporcionar uma experiência digital segura para menores de idade. Tanto Ingrid Guimarães, quanto sua filha, estiveram presentes na ocasião.
Outras medidas
Para se adaptar ao Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), marco legal em vigor desde março, a Meta aplicou classificação indicativa, semelhante à de filmes, nos aplicativos, para exibir às crianças apenas postagens adequadas à faixa etária.
Também passou a permitir que os pais configurem a supervisão parental sem a autorização do adolescente e restrinjam transações financeiras na plataforma. Ainda, implementou canal de denúncia para conteúdos ilegais, incluindo os que violam o ECA Digital, e ativou alertas para pesquisas repetidas sobre termos relacionados a suicídio ou automutilação.
Na seara de inteligência artificial (IA), a rede social disponibilizou uma aba de insights que mostra aos pais os temas sobre os quais seus filhos conversam com a Meta AI.
Esforço contínuo
Neste mês, a companhia de Mark Zuckerberg iniciou testes para alterar diretrizes para perfis de adolescentes futuramente. Para o Instagram, especificamente, a big tech pretende aplicar bloqueios para limitar repetição de determinados conteúdos a esse público. Os temas abrangem ansiedade, imagem corporal e até mesmo musculação e nutrição.
Na prática, a diretriz busca recomendar conteúdos variados aos usuários diante da recorrência do consumo de temáticas que possam exercer impactos negativos aos adolescentes. A configuração deverá ser estendida ao Facebook e Messenger.
Ainda no ano passado, a Meta chegou a implementar restrições voltadas às contas de adolescentes, para impedir a exposição a conteúdos “sexualmente sugestivos”, e bloquear “termos de busca maduros”, como consultas relacionadas a álcool, por exemplo.
