Nos EUA, Meta é acusada de veicular anúncios fraudulentos
Tribunal de Santa Clara alega violação de leis sobre publicidade enganosa e práticas comerciais desleais
A Meta está sendo processada pelo Tribunal Superior do Condado de Santa Clara, na Califórnia, Estados Unidos, sob a alegação de que estaria lucrando com publicidade fraudulenta em nível global por meio de suas plataformas Instagram e Facebook.

Segundo tribunal dos EUA, Meta estaria lucrando com anúncios enganosos em suas plataformas (Crédito: Davide Bonaldo/Shutterstock)
Segundo a ação, a gigante da tecnologia teria contribuído para uma “epidemia de fraudes”, permitindo que intermediários comercializassem contas para veicular anúncios sem fiscalização, sobretudo frente à contribuição de seus sistemas de inteligência artificial.
Aponta, também, que a Meta teria enfraquecido atividades para promover a redução de fraudes a depender do custo dos esforços.
Ainda no ano passado, a Reuters teve acesso documentos internos que indicavam que anúncios que promoviam golpes renderam à big tech montante de US$ 7 bilhões em receita anual.
Ao veículo, o procurador do condado, Tony LoPresti, afirmou que “a escala da má conduta da Meta atingiu nível extraordinário”.
A Meta, contudo, rejeita a acusação de que seja tolerante à publicidade associada a golpes para manter receita ou bater metas específicas.
Caso perca a ação, a big tech poderá ter que pagar indenização por danos civis e cumprir ordem judicial que proíbe seu envolvimento em práticas comerciais desleais.
Meta na mira dos tribunais
Em março, a Meta foi condenada pelo júri do Novo México por permitir a exploração de crianças em seus aplicativos.
A empresa está sob a acusação de enganar os usuários sobre medidas de segurança infantil em suas plataformas.
No mesmo mês, junto ao Google, foi condenada em Los Angeles por vício em redes sociais.
A ação partiu de jovem de 20 anos, que alegou que o vício em redes sociais lhe causou ansiedade, dismorfia corporal e depressão.