Meta é condenada nos EUA em ação sobre segurança
Júri do Novo México determinou que plataforma pague multa de US$ 375 milhões por permitir a exploração de crianças em seus aplicativos

(Crédito: Shutterstock)
A Meta, proprietária do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, foi condenada nessa terça-feira, 24, por um júri do Novo México, nos Estados Unidos, sob a acusação de ter enganado os usuários a respeito das medidas de segurança infantil.
De acordo com a Reuters, o procurador-geral do estado, Raul Torrez, avaliou que a Meta violou a lei de proteção ao consumidor ao permitir a exploração sexual infantil por meio de suas plataformas.
Pela condenação, o júri ordenou que a empresa de tecnologia pague uma multa de US$ 375 milhões.
A Meta promete recorrer da condenação e alegou que trabalha arduamente para garantir a proteção de crianças e adolescente em suas plataformas.
Essa é a primeira vez que a gigante de tecnologia é condenada em uma ação do tipo.
Em comunicado, o procurador-geral do Novo México disse que a condenação é “uma vitória histórica para todas as crianças e famílias que pagaram o preço pela escolha da Meta de colocar lucros acima da segurança das crianças”.
O julgamento feito pelo Novo México surgiu a partir de uma investigação conduzida por Raul Torrez, realizada em 2023, quando ele atuava como promotor. Na época, investigadores criaram contas no Instagram e Facebook, fingindo ser menores de 14 anos. Os perfis foram alvos de abordagens e de conteúdo de apelo sexual.
Pela alegação do júri do Novo México, a Meta teria afirmado ao público que suas plataformas são seguras para crianças e adolescentes, enquanto escondia as informações sobre o conteúdo criminoso que circulava nesses aplicativos.
De acordo com a Reuters, durante o julgamento, a Meta argumentou que tem agido com transparência a respeito do fato de não conseguir monitorar todo o conteúdo prejudicial que circulam em suas plataformas.
“O que as evidências mostram são as robustas divulgações da Meta e os esforços incansáveis para prevenir conteúdo prejudicial. E essas divulgações significam que a Meta não mentiu consciente e intencionalmente ao público”, disse Kevin Huff, advogado da Meta, ao júri, segundo reportagem da Reuters.
