Por que IPO da OpenAI pode acontecer apenas no próximo ano
Startup teme queda de ações após abertura de capital e dificuldades em atingir US$ 1 trilhão em avaliação
A OpenAI está considerando postergar sua abertura de capital ao mercado. De acordo com o The New York Times, a dona do ChatGPT estuda realizar o IPO em 2027.

OpenAI já teria protocolado um pedido confidencial de IPO nos Estados Unidos (Crédito: Photoagency/Shutterstock)
A análise é sustentada pelo exemplo do ocorrido com a SpaceX. A companhia de Elon Musk realizou uma oferta pública inicial no início de junho. Considerada a maior da história, o tornou trilionário: a SpaceX foi avaliada em mais de US$ 2 trilhões.
Alguns dias depois, contudo, as ações da SpaceX encararam forte queda, resultando em uma perda de US$ 400 bilhões em valor de mercado.
O movimento foi puxado por uma baixa global nas ações de empresas de tecnologia, que vêm apostando na inteligência artificial, nos últimos dias. De forma geral, há dificuldade do mercado em comprovar os retornos sobre investimentos em IA, especialmente diante do custo elevado da infraestrutura demandada.
Segundo o NYT, a OpenAI teria sido aconselhada a aguardar até o próximo ano, ou diminuir as expectativas de avaliação em US$ 1 trilhão para realizar um IPO mais rápido. Altman teria dito que abaixar a projeção estaria fora de cogitação. A empresa já é avaliada em US$ 730 bilhões.
A OpenAI já havia protocolado um pedido confidencial de IPO, aumentando as expectativas de Wall Street e do Vale do Silício, sobretudo em meio à corrida do mercado. À época, não chegou a confirmar uma data oficial para a abertura do capital, devido a planos que “provavelmente são mais fáceis como empresa privada”.
No final de maio a Anthropic captou US$ 65 bilhões e passou a valer US$ 965 bilhões, valor superior à OpenAI. A rival também se prepara para um IPO.
Recentemente, lançou um modelo mais sofisticado de sua ferramenta, chamando a atenção do governo norte-americano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, identificou a ferramenta como uma ameaça à segurança nacional e aplicou barreiras à sua exportação.