TECNOLOGIA

OpenAI protocola pedido confidencial de IPO

Dona do ChatGPT busca ultrapassar concorrentes como a Anthropic e projeta US$ 1 trilhão em valor de mercado

i 9 de junho de 2026 - 10h35

Na última segunda-feira, 8, a OpenAI deu mais um passo rumo à tão aguardada abertura de capital em Wall Street. A dona do ChatGPT protocolou um pedido oferta pública inicial (IPO) confidencial em movimento que acompanha a concorrência na corrida pela IA.

OpenAI Globo

OpenAI se prepara para abertura de capital em meio à corrida pela inteligência artificial (Crédito: Shutterstock)

A empresa pretende elevar seu valor de mercado: já avaliada em US$ 852 bilhões, mira um valuation de até US$ 1 trilhão em uma das maiores ofertas públicas da história. A SpaceX também mira alcançar esse feito por meio da abertura de capital. A empresa de Elon Musk pretende arrecadar US$ 75 bilhões e ser avaliada em US$ 1,75 trilhão.

No final de maio, a concorrente Anthropic captou US$ 65 bilhões e passou a valer US$ 965 bilhões, superando a OpenAI. Em fevereiro, a empresa já havia captado US$ 30 bilhões e atingiu US$ 380 bilhões em valor de mercado. Nos bastidores, também prepara seu IPO. Na semana passada, a rival também protocolou um pedido confidencial.

Contudo, ainda não há uma data oficial para a abertura do capital, afirmou a OpenAI em comunicado ao The new York Times. A companhia justifica a demora com o fato de que existem planos que “provavelmente são mais fáceis como empresa privada”, mas não descarta abrir o capital mais cedo caso seja a melhor opção frente à uma série complexa de decisões a serem tomadas.

Apesar dos altos valores de mercado, as companhias cujos negócios são voltados à IA não necessariamente são lucrativas, sobretudo devido ao alto custo da infraestrutura voltada para a IA.

Hoje, a principal fonte de receitas da OpenAI vem da venda de publicidade para a exibição de anúncios a usuários no ChatGPT, bem como da comercialização de tecnologias de IA para empresas e desenvolvedores de software independentes. Apesar disso, prevê um gasto de US$ 115 bilhões pelos próximos quatro anos, aponta o NYT.