MWC

Os planos da SpaceX para a Starlink Mobile

Serviço de conexão móvel via satélite tem meta de chegar a 25 milhões neste ano

i 3 de março de 2026 - 8h25

Gwynne Shotwell e Michael Nicolls, da SpaceX

Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX, e Michael Nicolls, vice-presidente da Starlink Engineering: meta é fechar gap de conectividade global (crédito: reprodução/2026 GSMA/MWC)

O alcance crescente da conectividade e as oportunidades de negócios geradas pela convergência entre as diferentes redes, como as terrestres e as por satélite, são um tópico recorrente no MWC. É exatamente nesta frente que a Starlink, empresa de conexão via satélite da SpaceX, traça planos de crescimento. A companhia anunciou no evento que pretende alcançar 25 milhões de usuários mensais do seu serviço de comunicação Direct-to-Cell (D2C), batizado como Starlink Mobile, até o final deste ano.

Lançada há 18 meses, a operação acumula 10 milhões de clientes. O serviço é oferecido por meio de parcerias com operadoras móveis e suas frequências 4G em sinergia com a constelação de satélites de baixa órbita (LEO) da Starlink. Atualmente, a empresa tem parceria com 35 operadoras de telefonia em 32 países.

A T-Mobile, nos Estados Unidos, foi a primeira operadora parceira do serviço. Na América Latina, a Starlink Mobile opera com Entel, no Chile e no Peru, e anunciará, em breve, parceiros na Costa Rica e no México. O Brasil não foi citado na apresentação. A empresa também opera em países da África, Ásia, Europa e Oceania.

“Conectividade não é apenas sobre assistir filmes, é sobre ter acesso bancário, melhor cuidado com a saúde, educação online, e é uma tecnologia incrível para serviços de emergência e também ajuda a salvar vidas”, ressaltou Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX.

Segunda geração de satélites

A empresa possui 650 satélites da primeira geração em operação e planeja o lançamento de 200 satélites de segunda geração em 2027. A diferença é que eles funcionarão como torres 5G, usando a banda S. A previsão de início da operação do serviço é de seis meses após o lançamento, inicialmente apenas nos Estados Unidos. Segundo a companhia, a segunda geração de satélites terá 20 vezes o desempenho de link quando comparado à primeira geração.

Lançada em 2020, a Starlink iniciou o projeto Direct-to-Cell em 2024. Na ocasião, segundo Michael Nicolls, vice-presidente da Starlink Engineering, 20% da área terrestre dos Estados Unidos e 90% da superfície terrestre não eram cobertos por redes terrestres móveis. “Preenchemos essas lacunas”, disse

“Quando seu telefone estiver no bolso, quando você estiver no carro e estiver conectado à Starlink Mobile, a experiência deve ser a mesma de estar conectado a uma rede terrestre 5G de alto desempenho. É esse tipo de experiência que buscamos”, afirmou Nicolls.