Erros e acertos no SXSW
Para viver o SXSW da melhor forma possível é necessário organização, senso crítico e ajuda digital
O SXSW é feito de escolhas e filas. São tantos eventos simultâneos que é preciso abdicar a todo momento e não raro vem aquela sensação frustrante de ter feito a opção errada.

(Crédito: Reprodução/Pexels)
Passei por isso logo no início do evento quando tive que deixar de lado a cerimônia de abertura e a disputada palestra da Brené Brown para participar de um painel com um tema extremamente apocalíptico, que me deixou preocupado com o futuro da minha profissão. O título era: Designing a Better Media EcoSystem Without Ads, ou seja, estavam discutindo novos caminhos para os meios de comunicação, sem depender da propaganda.
O arrependimento bateu logo no começo, mas já era tarde para enfrentar outra fila. Como imaginei, o debate foi inconclusivo e não sepultou de forma alguma nossa atividade, para alívio geral da classe publicitária. Sempre haverá pessoas dispostas a serem impactadas pelas mensagens das marcas em troca de conteúdos relevantes e de graça. A grande arte continua sendo oferecer uma propaganda interessante ou divertida para evitar o clique no botão do skip.
Fica aqui a minha dica para quem quiser se aventurar na maratona de palestras da próxima edição do evento: cuidado com os títulos criativos. Geralmente, são iscas promocionais para pegar os distraídos.
Uma outra palestra prometia apresentar sete tendências não óbvias para o futuro já em 2019. Na verdade, não tinha nada de muito novo, apenas apresentava obviedades de forma diferente. No final, o palestrante, muito eloquente, por sinal, ainda fez propaganda do seu livro. Um tremendo jabaculê.
Há também os block busters, palestras com celebridades artísticas, políticas ou profissionais ligados às grandes marcas, quase todas muito boas. Nesses casos, as filas são enormes e é preciso chegar com pelo menos uma hora de antecedência para garantir um lugar na sala principal, onde ficam os palestrantes (algumas chegam a lotar 3 salas, com transmissão simultânea pelo telão).
Outra boa dica é baixar o aplicativo Otter. Ele capta a voz dos palestrantes e a transforma automaticamente em texto. Além de ficar documentado, você também pode compartilhar com os amigos, ou seja, você divide as palestras que viu com o grupo e também pode conferir aquelas que não viu, mas que foram gravadas por algum participante. Uma ferramenta fantástica, de grande valor num evento onde acontecem mais de 50 palestras e atividades ao mesmo tempo.