Reputação

Executivo da Volkswagen é preso por fraude nos EUA

Oliver Schmidt, ex-executivo da marca, foi preso por fraude nos EUA acusado de conspirar contra o governo

i 10 de janeiro de 2017 - 17h33

Acusado de conspiração para fraudar os Estados Unidos com o “dieselgate”, caso de alteração em dados relacionados a veículos poluentes, o ex-executivo da Volkswagen, Oliver Schmidt, que comandou o departamento de compliance regulatório da empresa nos EUA de 2014 a março de 2015, foi preso no último sábado, 7, pelo FBI no aeroporto de Miami, na Flórida.

O caso está relacionado à admissão, por parte da Volks, em setembro de 2015, que veio a público informar que tinha instalado um software em 475 mil carros com motores 2.0 a diesel nos EUA para fraudar testes de emissão de poluentes e fazer os modelos parecerem mais limpos. Na verdade, os veículos emitiam poluentes em um nível até 40 vezes acima do permitido pela lei. No mundo inteiro, a fraude, que acontecia desde 2006, atingiu 11 milhões de veículos. No Brasil, apenas a picape Amarok foi afetada.

“Eu não estou ciente de qualquer irregularidade da minha parte”, comentou o antigo CEO da empresa Martin Winterkorn, na época que a informação sobre a adulteração foi divulgada pela empresa. O executivo acabou acusado na segunda-feira, 9, de saber sobre a fraude e não reportar às autoridades. Schmidt é o segundo funcionário da empresa a ser preso por ter envolvimento com a fraude. Em outubro, o engenheiro James Robert se declarou culpado das alegações de que teria conspirado para fraudar o governo.

“A Volkswagen continua a cooperar com o Departamento de Justiça enquanto trabalhamos para resolver as questões pendentes nos Estados Unidos. Não seria apropriado comentar sobre qualquer investigação em andamento ou discutir questões pessoais”, afirmou a empresa em comunicado ao The New York Times.