Converse, Ku Klux Klan e a crise na publicidade
Marca de tênis retirou anúncio do ar após acusação de usar símbolo característico da organização supremacista

(Crédito: Reprodução/X)
Mais uma marca, de alcance internacional, vem enfrentando críticas negativas a respeito de uma mensagem publicitária que acabou tendo um efeito bem diferente do planejado pelo departamento de marketing.
Desde o fim de semana, várias pessoas, de diferentes países, usaram as redes sociais para falar a respeito de um anúncio, publicado pela dona do All-Star, para divulgar o modelo Chuck 70 X.
De acordo com a interpretação da maior parte das pessoas que viram a peça, a luminosidade do anúncio sobre a roupa branca, usada pela modelo, remete ao famoso capuz usado pelos membros da organização supremacista Ku Klux Klan, dos, Estados Unidos.
Além disso, a peça mostrava uma mão segurando um par de tênis, o que foi interpretado, por algumas pessoas, como o retrato de uma cena de enforcamento ou linchamento.
A resposta da Converse
A campanha para o Chuck 70 X foi protagonizada pela cantora Karina, membro do grupo de K-pop Aespa, e, contava, também, com outros anúncios, que faziam parte de uma série para exibir os calçados.
Após a polêmica sobre a peça publicitária ganhar as redes sociais, na segunda-feira, 21, a própria Converse veio a público se desculpar pelo anúncio e retirou a peça publicitária do ar.
“Nós lamentamos. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos. Nós a removemos de nossos canais e estamos trabalhando para retirá-la de todos os locais onde ela apareceu. Isso não deveria ter acontecido, e faremos melhor”, declarou a Converse, em comunicado enviado à veículos de imprensa dos Estados Unidos.
Nas plataformas digitais, contudo, a atitude da marca de retirar o anúncio do ar não foi suficiente. Nos demais posts do perfil da Converse no Instagram, alguns usuários estão pedindo boicote à marca pela atitude.
