Saúde

Dona do Ozempic processa Eli Lilly por publicidade enganosa

Proprietária do Ozempic acusa fabricante do Mounjaro de divulgar informações falsas sobre seus medicamentes em anúncios nos EUA

i 21 de julho de 2026 - 14h44

Novo Nordisk e Eli Lilly

Novo Nordisk, dona do Ozempic, acusa Eli Lilly, dona do Mounjaro, de divulgar informações falsas sobre seus medicamentes para perda de peso em anúncios (Crédito: Oleschwande/Shutterstock)

A Novo Nordisk, farmacêutica dinamarquesa dona do Ozempic e Wegovy, entrou com uma ação na ação na Justiça dos Estados Unidos contra a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro e Zepbound, acusando-a de divulgar informações falsas sobre seus medicamentes para perda de peso em campanhas publicitárias.

Na ação, protocolada no tribunal federal de Nova Jersey nesta terça-feira, 21, a Novo Nordisk alega que a Eli Lilly usou dados desatualizados de ensaios clínicos para sustentar afirmações de que o Zepbound proporcionou uma perda de peso média maior do que o Wegovy.

A dona do Ozempic afirmou que a farmacêutica americana comparou as doses mais altas aprovadas de seus medicamentos com versões de menor dosagem do Wegovy e do Ozempic, deixando de fora estudos mais recentes e doses maiores.

Na alegação, a farmacêutica dinamarquesa também ressaltou que a Eli Lilly veiculou informações falsas que seu medicamento para diabetes, Mounjaro, era mais eficaz do que o Ozempic na redução dos níveis de açúcar no sangue.

A ação ainda reforçou que os anúncios da farmacêutica americana para Zepbound e Mounjaro eram “maliciosos e falsos” e induziam as pessoas a pensaram que a Eli Lilly tinha tratamentos para diabetes e perda de peso mais eficazes do que sua concorrente.

Além da ação, a Novo Nordisk está buscando uma liminar permanente para proibir a Eli Lilly de continuar veiculando campanhas publicitárias e obrigar a farmacêutica americana a divulgar uma retratação. A alegação ainda solicita que “todos e quaisquer lucros dos réus” obtidos como resultado da publicidade sejam pagos como indenização.

A Eli Lilly ainda não comentou e não apresentou sua defesa. Ao Financial Times, o diretor jurídico da Novo Nordisk, John Kuckelman, revelou que o grupo havia enviado uma carta de cessação e desistência à Eli Lilly em abril, maas que “não teve a cortesia de uma resposta”.

Apesar de a dona do Mounjaro estar liderando as vendas no mercado de perda de peso tanto em medicamentos para diabetes quanto para obesidade, a Novo Nordisk deu uma guinada nos negócios com a sua pílula para perda de peso Wegovy, lançada nos EUA em janeiro, meses antes da pilúla da Lilly ir ao mercado em abril.